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Mulher massageando perna com edema

Edema: causas e tratamentos para inchaço no corpo

Descubra o que é edema, por que causa inchaço e retenção de líquido e como tratar com hábitos simples e produtos de qualidade.
Creation Date: 24 set 2025
Update Date: 24 set 2025

O inchaço repentino nos tornozelos, pernas ou até no rosto pode ser mais do que um simples desconforto. Em muitos casos, ele está relacionado ao edema, um acúmulo anormal de líquido nos tecidos do corpo. Essa condição é comum, mas nem sempre recebe a atenção que merece. Neste guia do Dermaclub, você vai entender o que é edema, suas causas, sinais de alerta e o que fazer para prevenir e tratar esse problema de forma eficaz.

O que é edema e quais são os tipos?

O edema é o resultado da retenção de líquido nos tecidos do corpo, o que leva ao inchaço visível em determinadas regiões. Imagine que o corpo está com um sistema de encanamento desregulado: em vez de drenar o excesso de água corretamente, ele acaba acumulando líquido onde não deveria, gerando a sensação de peso, estiramento da pele e desconforto.

Esse acúmulo pode acontecer por diferentes razões e em várias partes do corpo. Os tipos de edema mais comuns são:

  • Edema periférico: afeta principalmente pés, tornozelos e pernas, e tende a piorar ao longo do dia. É o tipo mais frequente e geralmente associado a má circulação, longos períodos em pé ou sentado e calor excessivo.
  • Edema generalizado: ocorre de forma mais difusa, em todo o corpo. Pode estar relacionado a distúrbios sistêmicos, como insuficiência renal, hepática ou cardíaca, e requer investigação médica cuidadosa.
  • Edema pulmonar: é o acúmulo de líquido nos pulmões. Essa condição dificulta a respiração e representa uma emergência médica, frequentemente ligada a falência cardíaca aguda.
  • Edema linfático: acontece quando o sistema linfático — responsável por drenar e devolver fluidos à circulação — sofre algum bloqueio ou falha, provocando inchaço persistente, especialmente nos braços e pernas.

A retenção de líquido pode ser temporária, como nos casos de alterações hormonais ou alimentação rica em sal, ou pode indicar um problema de saúde mais sério. Observar a frequência, a localização e os sintomas associados ao inchaço é fundamental para diferenciar os tipos e buscar o tratamento adequado.


Por que surge edema nas pernas?

O edema nas pernas é um dos mais comuns justamente por conta da ação da gravidade. Isso acontece porque o sangue precisa vencer um caminho maior para retornar das extremidades inferiores ao coração. Quando passamos muito tempo em pé ou sentados, o fluxo de retorno desacelera, favorecendo o acúmulo de líquido nos tecidos das pernas.

Além da gravidade, alguns fatores agravam esse quadro:

  • Fraqueza nas válvulas das veias: essas estruturas funcionam como portinhas que evitam o refluxo de sangue. Quando não trabalham corretamente, o líquido se acumula nas extremidades.
  • Imobilidade prolongada (como em viagens longas ou rotina sedentária): reduz a ação da “bomba muscular”, dificultando a circulação.
  • Exposição ao calor intenso: o calor dilata os vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de líquido para os tecidos.
  • Uso de sapatos ou roupas muito apertados: prejudicam a circulação local.
  • Envelhecimento: com o tempo, a elasticidade das veias diminui, tornando o retorno venoso mais difícil.

Esses fatores tornam as pernas uma região especialmente vulnerável ao inchaço, principalmente ao final do dia.


Principais causas do edema

Nem todo edema está restrito às pernas. Em muitos casos, o inchaço é consequência de alterações sistêmicas — ou seja, que envolvem o funcionamento de todo o organismo. Conhecer essas causas ajuda a identificar o que pode estar por trás do quadro e como tratá-lo adequadamente:

  • Estilo de vida: alimentação rica em sal, sedentarismo e baixa ingestão de água favorecem a retenção de líquido. O sódio age como um imã, puxando água para dentro dos tecidos.
  • Alterações hormonais: comuns durante a TPM, gravidez e menopausa. O desequilíbrio hormonal pode interferir na regulação de líquidos e favorecer o inchaço.
  • Medicamentos: certos remédios, como anti-inflamatórios, antidepressivos, anticoncepcionais e medicamentos para pressão alta, podem alterar o balanço de água e sódio no organismo.
  • Problemas circulatórios sistêmicos: quando as veias ou artérias estão comprometidas, o transporte adequado do sangue é prejudicado, o que pode gerar acúmulo de líquido.
  • Doenças cardíacas, renais ou hepáticas: nesses casos, o corpo perde a capacidade de eliminar líquidos de forma eficiente. Por exemplo, o coração pode não conseguir bombear bem o sangue; os rins podem não filtrar corretamente; e o fígado pode comprometer a produção de proteínas que mantêm os líquidos dentro dos vasos.

Ao observar episódios frequentes ou persistentes de edema, principalmente quando associados a outros sintomas, o ideal é buscar orientação médica para uma avaliação completa.


Quando o edema é sinal de alerta?

Embora o edema possa ser temporário e inofensivo, existem situações em que ele pode sinalizar algo mais grave. É importante ficar atento aos seguintes sintomas:

  • Inchaço súbito, intenso ou assimétrico (afetando apenas um lado do corpo): pode indicar obstruções, como trombose venosa profunda.
  • Falta de ar associada ao inchaço: especialmente se surgir de forma repentina, pode ser sinal de edema pulmonar ou sobrecarga cardíaca.
  • Dor intensa e calor local: esses sinais são comuns em inflamações e infecções, como celulite ou flebite.
  • Febre acompanhando o inchaço: pode indicar que há um processo infeccioso em andamento.

Nesses casos, procure atendimento médico imediato. O corpo dá sinais importantes — e quando o inchaço vem acompanhado desses sintomas, é hora de investigar com seriedade.

Mulher massageando pés com edema


Como identificar se tenho edema?

Você pode reconhecer o edema observando uma combinação de sinais visuais e sensações físicas que indicam a presença de líquido acumulado nos tecidos. Estes são os indícios mais comuns:

  • Marcas que demoram a desaparecer após pressão: ao apertar a região inchada com o dedo, pode ficar uma marca (ou "covinha") que demora a voltar ao normal. Esse teste, chamado de "sinal de cacifo", é um dos métodos mais simples de identificar edema.
  • Inchaço que piora ao longo do dia: o acúmulo de líquido tende a aumentar com o passar das horas, especialmente em pessoas que ficam muito tempo em pé ou sentadas. É comum perceber os sapatos mais apertados no fim do dia ou dificuldade para tirar os aneis.
  • Pele brilhante, esticada ou com aspecto liso: o acúmulo de fluido pode esticar a pele da área afetada, deixando-a com aparência mais tensa e refletiva, como se estivesse "inflada".
  • Sensação de peso, tensão ou cansaço nos membros: o edema pode causar desconforto mesmo sem dor. Muitas pessoas descrevem como se as pernas estivessem pesadas ou cansadas demais para mover com facilidade.
  • Dificuldade para movimentar a articulação próxima: em casos mais intensos, o inchaço pode limitar o movimento de tornozelos, joelhos, punhos e dedos, dificultando tarefas simples como calçar sapatos ou segurar objetos.

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Tratamentos para reduzir o edema

As estratégias variam conforme a causa do edema e podem envolver mudanças simples no estilo de vida ou intervenções médicas. Veja algumas abordagens eficazes:

  • Elevação das pernas: manter os pés acima do nível do coração por pelo menos 30 minutos, duas ou três vezes ao dia, facilita o retorno do sangue venoso e estimula a drenagem do excesso de líquido acumulado nas extremidades. É como abrir um caminho para que a água "desça a ladeira" e retorne à circulação central.
  • Meias de compressão: essas meias aplicam pressão gradativa nas pernas, mais firme nos tornozelos e mais suave em direção às coxas. Isso ajuda as veias a funcionarem melhor, reduzindo a retenção de líquido e prevenindo o agravamento do edema. São indicadas especialmente para quem passa muito tempo em pé ou sentado.
  • Massagens drenantes com hidratante corporal: a drenagem linfática manual estimula o sistema linfático e ajuda a redistribuir os líquidos acumulados nos tecidos. Para potencializar esse efeito, recomenda-se o uso de hidratantes leves, como a Loção Hidratante da CeraVe, que possui ceramidas essenciais para restaurar a barreira da pele enquanto promove hidratação prolongada com textura não oleosa.
  • Diuréticos (sob orientação médica): quando o edema está ligado a alguma condição clínica, como insuficiência cardíaca ou renal, os diuréticos podem ser prescritos. Eles ajudam a eliminar o excesso de líquidos por meio da urina, reduzindo o inchaço. Nunca use diuréticos sem orientação profissional, pois podem desregular o equilíbrio de eletrólitos no corpo.
  • Hidratação adequada: beber água em quantidade suficiente sinaliza ao organismo que ele pode liberar o excesso de líquido. Quando estamos desidratados, o corpo entra em modo de "economia", retendo ainda mais água. Manter-se hidratado ajuda a equilibrar os fluidos corporais e a evitar a retenção.

Se o edema for frequente, intenso ou estiver associado a outras condições de saúde — como doenças renais, cardíacas ou hepáticas —, é fundamental procurar a avaliação de um médico. O profissional poderá solicitar exames para investigar as causas do inchaço e indicar o tratamento mais adequado. Em alguns casos, também pode ser útil consultar um dermatologista, especialmente se o inchaço vier acompanhado de alterações na pele, como ressecamento excessivo, coceira ou vermelhidão persistente.


Como prevenir a retenção de líquido?

Evitar o edema é possível com mudanças simples no dia a dia, que ajudam a manter o equilíbrio dos fluidos corporais e favorecem a saúde da circulação. Veja as principais medidas preventivas:

  • Reduza o sal nas refeições: o excesso de sódio é um dos principais responsáveis pela retenção de líquido. Ele funciona como uma esponja dentro do corpo, atraindo e acumulando água nos tecidos. Aposte em temperos naturais como ervas, alho, cebola e limão para realçar o sabor dos alimentos sem depender do sal.
  • Beba água ao longo do dia: manter-se hidratado ajuda a evitar que o organismo entre em modo de retenção. Quando o corpo sente falta de água, ele passa a “guardar” mais líquido, aumentando o risco de inchaço. A ingestão adequada de água favorece a circulação e a eliminação de toxinas.
  • Inclua alimentos diuréticos na dieta: frutas e vegetais com alto teor de água, como pepino, melancia, abacaxi, morango e abobrinha, estimulam a produção de urina e ajudam a eliminar o excesso de líquidos. Chás como cavalinha, hibisco e dente-de-leão também são boas opções naturais.
  • Mexa-se com frequência: longos períodos sentado ou em pé favorecem o acúmulo de líquido nas pernas. Procure se levantar a cada hora, fazer alongamentos e caminhar por alguns minutos. Mesmo pequenos movimentos, como girar os tornozelos ou flexionar os pés, já ajudam a ativar a circulação.
  • Hidrate a pele regularmente: manter a pele bem hidratada favorece sua função de barreira e ajuda a reduzir processos inflamatórios que podem agravar o edema. A Loção Hidratante da CeraVe, por exemplo, tem tecnologia de liberação prolongada, oferecendo hidratação contínua ao longo do dia — ideal para uso diário, inclusive em peles sensíveis.

Exercícios que ajudam a combater o edema nas pernas

O movimento corporal é um dos maiores aliados contra a retenção de líquido, especialmente nas pernas. Ao estimular a circulação sanguínea e linfática, os exercícios ajudam a “bombear” o líquido acumulado de volta para o centro do corpo, onde pode ser eliminado. Aqui vão algumas práticas simples e eficazes para incluir na rotina:

Caminhadas diárias: ao caminhar, os músculos da panturrilha se contraem e atuam como verdadeiras "bombas" que impulsionam o sangue e os líquidos para cima, contra a gravidade. Caminhar de 20 a 30 minutos por dia já traz benefícios visíveis.

Elevação de pernas contra a parede: deite-se de costas e apoie as pernas na parede, formando um ângulo de 90°. Fique nessa posição por 10 a 15 minutos. Essa técnica usa a gravidade a seu favor para facilitar o retorno venoso e aliviar o inchaço.

Movimentos circulares com os tornozelos: sentado ou deitado, gire os pés lentamente em círculos, alternando o sentido. Esse exercício ativa a microcirculação, especialmente nas extremidades, onde o acúmulo de líquido costuma ser mais perceptível.

Flexão plantar (subir na ponta dos pés): em pé, levante os calcanhares, ficando na ponta dos pés, e volte devagar à posição inicial. Repita 15 a 20 vezes. Isso fortalece a panturrilha e estimula a circulação de forma natural.

Natação: além de movimentar o corpo todo, a pressão da água age como uma compressão suave, facilitando a drenagem dos líquidos retidos. É ideal para quem tem restrições articulares ou procura um exercício de baixo impacto.

Além dos exercícios físicos regulares, uma alternativa bastante eficaz para aliviar o inchaço nas pernas é a drenagem linfática manual — uma técnica de massagem que estimula o sistema linfático, responsável por eliminar o excesso de líquidos e toxinas do corpo. A drenagem pode ser feita por profissionais especializados ou adaptada em casa com movimentos suaves e direcionados. Para potencializar o efeito, o ideal é associar o procedimento ao uso de hidratantes corporais com ação calmante e restauradora, como a Loção Hidratante da CeraVe, que fortalece a barreira da pele e proporciona hidratação prolongada com textura leve.


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