Você já ouviu falar sobre o impetigo, uma das infecções de pele mais comuns especialmente entre crianças? Essa condição altamente contagiosa merece atenção e cuidados específicos para tratamento adequado e prevenção de complicações.
Neste artigo do blog Dermaclub, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre essa infecção cutânea, desde seus sintomas até as melhores formas de tratamento e prevenção.
Confira neste artigo:
- O que é o impetigo e por que ele afeta mais crianças?
- Quais são os sintomas do impetigo?
- Tipos de impetigo: bolhoso e não bolhoso (crostoso)
- Como ocorre a transmissão e como prevenir o impetigo
- Impetigo tem tratamento? Quando procurar o dermatologista
- Cuidados com a pele durante o tratamento do impetigo
O que é o impetigo e por que ele afeta mais crianças?
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele causada principalmente pelas bactérias Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes (ou seja, estafilococos ou estreptococos). Pense nessas bactérias como pequenos invasores que se aproveitam de falhas na barreira cutânea – como pequenos cortes, arranhões ou picadas de inseto – para penetrar na pele e causar infecção.
Esta condição afeta muito mais frequentemente as crianças, especialmente aquelas entre 2 e 5 anos de idade. Mas, por que o impetigo é mais comum em crianças? Existem várias razões para isso:
- O sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, o que os torna mais suscetíveis a infecções
- Crianças tendem a ter mais contato físico próximo umas com as outras (como em escolas e creches)
- Pequenos tendem a ter mais arranhões e machucados expostos, que servem como portas de entrada para bactérias
- A higiene pessoal das crianças ainda está em processo de aprendizado
O impetigo se caracteriza visualmente por pequenas bolhas ou manchas vermelhas que rapidamente se rompem, formando crostas amareladas ou acastanhadas que lembram mel cristalizado. Essas lesões frequentemente aparecem no rosto – especialmente ao redor do nariz e da boca – mas também podem surgir nas mãos, braços ou em qualquer parte do corpo onde a pele tenha sido danificada.
Quais são os sintomas do impetigo?
Reconhecer os sintomas de impetigo precocemente é fundamental para iniciar o tratamento adequado e prevenir a disseminação da infecção. Os sinais mais comuns incluem:
Estágio inicial:
- Manchas vermelhas e inflamadas na pele
- Pequenas bolhas com conteúdo líquido claro que rapidamente se rompem
- Sensação de coceira ou ardência na área afetada
Conforme a infecção progride:
- Formação de crostas amareladas ou acastanhadas (semelhantes à cor de mel)
- Área avermelhada ao redor das crostas
- Possível aumento da área afetada se não tratada adequadamente
O impetigo geralmente não causa dor significativa, mas pode causar desconforto devido à coceira. Em casos mais raros e avançados, a pessoa pode apresentar:
- Ínguas ou linfonodos inchados próximos à área afetada
- Febre leve
- Mal-estar geral
É importante ressaltar que os sintomas de impetigo podem ser confundidos com outras condições dermatológicas, como dermatite, eczema ou até mesmo herpes. Por isso, o diagnóstico por um profissional de saúde é essencial para iniciar o tratamento correto.
Tipos de impetigo: bolhoso e não bolhoso (crostoso)
Existem dois principais tipos de impetigo, que se diferenciam por suas características e aparência:
- Impetigo não bolhoso ou crostoso
O impetigo crostoso (também chamado de impetigo contagioso) é o tipo mais comum, representando cerca de 70% dos casos. Ele se desenvolve assim:
- Começa com pequenas manchas vermelhas que se transformam em vesículas (pequenas bolhas)
- Estas vesículas se rompem rapidamente, liberando um líquido que seca
- Forma-se então a característica crosta amarelada ou "melicérica" (semelhante a mel cristalizado)
Este tipo de impetigo geralmente afeta o rosto (especialmente ao redor do nariz e da boca) e as extremidades. É como se a pele desenvolvesse pequenos "favos de mel" crustosos em sua superfície.
- Impetigo bolhoso
O impetigo bolhoso é menos comum, mas bastante distintivo. Como seu nome sugere, caracteriza-se pela formação de bolhas maiores e mais persistentes:
- Bolhas de tamanho médio a grande, contendo líquido claro ou amarelado
- Estas bolhas são mais resistentes ao rompimento do que no tipo não bolhoso
- Quando finalmente se rompem, deixam uma área circular avermelhada com crosta fina
- Tende a afetar áreas de pele mais fina como axilas, pescoço e área da fralda em bebês
O impetigo bolhoso é causado por certas cepas de Staphylococcus aureus que produzem uma toxina especial que afeta as camadas da pele. É como se essas bactérias criassem pequenas "bolsas d'água" entre as camadas da epiderme.
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Como ocorre a transmissão e como prevenir o impetigo
O impetigo é uma infecção altamente contagiosa, que pode se espalhar de diversas formas: pelo contato direto com as lesões de uma pessoa infectada, por itens contaminados como toalhas, roupas de cama ou brinquedos, e até por autoinoculação — quando a própria pessoa coça uma lesão e espalha a bactéria para outras partes do corpo.
Para prevenir o contágio e proteger quem convive com a pessoa infectada, algumas medidas são fundamentais:
1. Reforce a higiene pessoal
Manter uma rotina de higiene é a base da prevenção. Lave as mãos com frequência, especialmente após tocar nas lesões, e oriente as crianças a fazerem o mesmo. Banhos diários com sabonetes suaves ajudam a remover resíduos e bactérias da pele, enquanto unhas curtas e limpas reduzem o risco de ferimentos ao coçar.
2. Cuide corretamente de pequenos ferimentos
Mesmo lesões leves como arranhões ou picadas de insetos podem ser portas de entrada para as bactérias causadoras do impetigo. Sempre que houver um machucado, limpe com água e sabão, cubra com curativo limpo e, se indicado pelo médico, aplique uma pomada antibacteriana.
3. Em caso de infecção ativa, evite o contato próximo
Nos primeiros dias de tratamento, é importante evitar contato físico direto. A recomendação é aguardar ao menos 48 horas após o início do antibiótico antes de retomar a convivência próxima com outras pessoas. Durante esse período, itens como toalhas, roupas e utensílios não devem ser compartilhados e devem ser lavados separadamente, de preferência com água quente.
4. Redobre os cuidados em escolas e creches
Ambientes coletivos exigem atenção especial. Crianças diagnosticadas com impetigo devem permanecer em casa até pelo menos 24 a 48 horas após o início do tratamento. Professores, cuidadores e familiares devem reforçar a lavagem das mãos entre atividades, além de garantir a higienização regular de brinquedos e superfícies de uso compartilhado.
Impetigo tem tratamento? Quando procurar o dermatologista
Sim, o impetigo tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, a cura completa acontece entre 7 e 10 dias com a abordagem correta. O objetivo do tratamento é eliminar a infecção bacteriana, aliviar sintomas como coceira e vermelhidão, e evitar complicações como a disseminação da infecção para outras áreas da pele ou para pessoas próximas.
Mesmo em quadros aparentemente leves, é importante ficar atento a sinais de alerta. Se as lesões não melhorarem após dois dias de cuidados caseiros, se começarem a se espalhar rapidamente, apresentarem pus ou causarem dor intensa, é fundamental consultar um dermatologista. O mesmo vale para casos que envolvem febre, linfonodos inchados (ínguas) ou pacientes com maior vulnerabilidade, como bebês menores de 1 ano ou pessoas com imunidade comprometida.
O tratamento médico pode incluir o uso de pomadas antibióticas tópicas, como mupirocina ou ácido fusídico, recomendadas para infecções localizadas. Já nos casos mais extensos ou resistentes, o médico pode optar por antibióticos orais, que atuam por via sistêmica no controle da infecção.
Além da medicação, os cuidados com a higiene da pele são fundamentais para a eficácia do tratamento. O dermatologista pode orientar como remover as crostas com delicadeza, usando água morna e sabonete suave, e recomendar que a pele seja seca com toalhas limpas e exclusivas, sem fricção. Também é importante aplicar os medicamentos com cotonetes ou aplicadores descartáveis, evitando o contato direto com os dedos, que podem contaminar o produto ou a pele.
Com o acompanhamento adequado e a adesão ao tratamento prescrito, o impetigo tem excelente prognóstico e a recuperação costuma ser rápida — especialmente quando os cuidados com a pele são integrados à rotina desde os primeiros sinais.
Cuidados com a pele durante o tratamento do impetigo
Durante o tratamento do impetigo, alguns cuidados específicos com a pele são essenciais para favorecer a recuperação e evitar o agravamento da condição:
Higiene delicada mas eficiente:
- Lave as áreas afetadas 2-3 vezes ao dia com água morna e sabonete neutro ou antisséptico suave
- Seque a pele delicadamente com uma toalha limpa e exclusiva, sem esfregar
- Evite o uso de esponjas ou panos que possam irritar ainda mais a pele
Hidratação e restauração da barreira cutânea:
Durante esse período, a pele pode ficar sensibilizada, ressecada e até com descamação ao redor das lesões. Por isso, além da higiene adequada, a hidratação com produtos seguros e específicos é um passo essencial para a recuperação.
A linha Lipikar de La Roche-Posay é especialmente indicada para peles sensíveis, fragilizadas ou com histórico de irritações recorrentes. Seus produtos atuam de forma eficaz na reconstrução da barreira cutânea, oferecendo múltiplos benefícios:
- Restauram a função protetora da pele, dificultando a entrada de novos micro-organismos e reforçando as defesas naturais;
- Hidratam intensamente sem obstruir os poros, com fórmulas testadas para peles com tendência a infecções ou reações;
- Acalmam a vermelhidão, coceira e repuxamento, sintomas comuns tanto do impetigo quanto do uso contínuo de medicamentos tópicos.
Além disso, os produtos da linha contam com niacinamida e manteiga de karité, ativos com ação calmante e restauradora. O uso diário não só ajuda na fase ativa da infecção, mas também contribui para prevenir novas crises — especialmente em crianças ou pessoas com dermatite de repetição.
Confira os produtos recomendados:
- Lipikar Cleansing Oil AP+
Sabonetes comuns podem piorar o desconforto e agravar o ressecamento da pele com impetigo. Esse óleo de limpeza relipidante limpa com suavidade, sem sabão, preservando o microbioma e reduzindo a coceira já no banho. Contém niacinamida, manteiga de karité e agentes hidratantes que ajudam a restaurar a barreira da pele desde o primeiro uso.
- Lipikar Baume AP+M
Após a limpeza, é fundamental reforçar a hidratação de forma leve e segura. Esse hidratante de rápida absorção e textura não oleosa alivia coceiras, fortalece a barreira cutânea e ajuda a equilibrar o microbioma da pele com a tecnologia AP+M. Ideal para uso diário, inclusive em peles muito sensíveis.
Ambos os produtos são indicados para bebês, crianças e adultos e foram desenvolvidos para situações que exigem cuidado dermatológico delicado — como o impetigo.
Aplicação correta dos medicamentos:
- Siga rigorosamente as orientações médicas quanto à frequência e modo de aplicação
- Sempre lave as mãos antes e depois de aplicar qualquer medicamento
- Utilize aplicadores ou cotonetes descartáveis para aplicar pomadas, evitando contaminar o produto
O que evitar durante o tratamento:
- Não coce ou arranque as crostas, pois isso pode espalhar a infecção e retardar a cicatrização
- Evite maquiagem ou outros produtos cosméticos nas áreas afetadas
- Suspenda temporariamente o uso de esfoliantes, retinoides ou ácidos na sua rotina de skincare
Cuidados pós-tratamento:
- Continue monitorando a pele por alguns dias após o desaparecimento das lesões
- Mantenha uma rotina de hidratação adequada para fortalecer a barreira cutânea
- Considere usar produtos com ativos calmantes e restauradores, como niacinamida ou pantenol
Um cuidado adequado da pele, combinado com o tratamento médico correto, não apenas acelera a recuperação do impetigo, mas também reduz significativamente o risco de cicatrizes ou pigmentação residual.
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