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Câncer de pele: entenda como a doença surge, conheça os tipos e tratamentos existentes

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é responsável por cerca de 25% dos tumores malignos no Brasil
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é responsável por cerca de 25% dos tumores malignos no Brasil

Entrevista com Dr. Fernando Yasuto Makishi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Você sabia que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é responsável por cerca de 25% dos tumores malignos no Brasil? Por isso, quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação do paciente. De acordo com o oncologista Fernando Makishi, de Curitiba, no Paraná, a exposição solar é o principal fator de risco para o quadro. Confira a entrevista e entenda quais são os tipos existente de câncer de pele e como preveni-los!

Saiba o que ocasiona o aparecimento do câncer de pele

O médico afirma que a pele, o maior órgão do corpo humano, é formada por milhares de células especializadas em determinada função. Sendo assim, o câncer de pele surge quando uma destas células sofre alteração no seu núcleo (DNA), levando a uma mudança que ocasiona a multiplicação desenfreada destas células e, assim, nasce o câncer. À medida que estas novas células vão se acumulando, formam o tumor. “Quando falamos sobre o câncer de pele, a radiação ultravioleta é a principal causadora de alterações genéticas nas células. Por isso, dizemos que a exposição à luz do sol é um fator de risco para o surgimento dessa doença”, explicou.

Câncer de pele e os diferentes tipos existentes! Conheça

De acordo com o Dr. Fernando, é preciso estar sempre atento e observar qualquer sinal suspeito, que mude de cor, formato ou tamanho na pele. Também é importante saber que existem três tipos diferentes de câncer:

- Carcinoma basocelular: esse tipo é o mais frequente no país e atinge as camadas profundas da pele, apesar de ter letalidade baixa. Ele pode aparecer em qualquer área, mas costuma surgir, na maioria das vezes, no rosto, no lóbulo da orelha e no nariz;

- Carcinoma espinocelular: é o segundo mais frequente e atinge as células das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, sendo mais comum nos locais expostos com frequência ao sol. Apesar de não ser fatal, tende a deixar sequelas estéticas;

- Melanoma: é a forma mais agressiva e fatal. Caso não seja diagnosticado em estágio precoce, as chances de surgimento de metástases - quando células cancerígenas caem na corrente sanguínea e espalham-se para outros órgãos - aumentam progressivamente. Esse tipo ataca todas as faixas etárias e, em cerca de 10% dos casos, está associado a uma condição hereditária.

Descubra os tratamentos existentes para os tipos de câncer de pele

O oncologista conta que o principal tratamento para o câncer de pele ainda é a cirurgia. No entanto, existem outras formas de tratar, cuja escolha depende do estágio em que se encontra a doença. “Quando diagnosticado em fases mais precoces, o quadro pode ser cuidado através de métodos não-cirúrgicos, como a terapia fotodinâmica e o uso de cremes quimioterápicos e imunomoduladores. Já os tratamentos alternativos à cirurgia, como a radioterapia, podem ser indicados em casos específicos. Enquanto em metástases costumam ser prescritas quimioterapia ou radioterapia”, disse.

Veja quais são as indicações para evitar o câncer de pele

Dr. Fernando afirma que, como a exposição excessiva à radiação ultravioleta é a principal causa do surgimento do câncer de pele, devemos direcionar nossas ações e atitudes para nos proteger. “Deve-se evitar a exposição solar nos horários entre 10h e 16h. Além disso, é fundamental o uso frequente do fotoprotetor e de barreiras físicas, como roupas, bonés e chapéus”, afirmou o médico.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 24 de Março de 2017
Modificada em: 22 de Maio de 2019

Dr. Fernando Yasuto Makishi

Palavra do Dermatologista

Dr. Fernando Yasuto Makishi

CRM: 21070/PR

É especialista em Cancerologia Cirúrgica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e se dedica à Oncologia Cutânea. Também é Membro Associado do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) e Sócio-Fundador da OncoPelle - Núcleo de Dermatologia Oncológica em Curitiba/PR. Além disso, faz parte da comissão científica do Instituto Melanoma Brasil.

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