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Foto de uma pele com rugas, representando as causas do envelhecimento cutaneo e como preveni-lo.

Rugas: causas, prevenção e melhores cremes para o rosto

Entenda por que as rugas surgem, quais os tipos existentes, quais ativos realmente funcionam e como montar uma rotina antissinais eficaz.
25 jun 2018

Rugas fazem parte do envelhecimento natural da pele, mas o quanto e quando elas aparecem depende de fatores que vão muito além da genética. A exposição solar sem proteção, os hábitos de vida, a rotina de skincare e a escolha dos ativos certos têm impacto direto na velocidade com que a pele perde firmeza e textura. Entender o que está por trás das rugas é o primeiro passo para tomar decisões mais informadas — seja na escolha de um creme, na montagem de uma rotina ou na avaliação de quando um procedimento pode fazer sentido.

Resumo: Rugas são alterações na superfície da pele causadas pela perda progressiva de colágeno, elastina e ácido hialurônico — acelerada pela exposição solar sem proteção. Podem ser de expressão, estáticas ou gravitacionais. O tratamento combina rotina com ativos comprovados, fotoproteção diária e, nos casos mais avançados, procedimentos médicos.

O que são rugas e por que elas aparecem

A pele jovem tem uma estrutura de suporte robusta: colágeno e elastina formam uma rede de fibras na derme (camada intermediária da pele) que garante firmeza e elasticidade; o ácido hialurônico presente nessa mesma camada mantém o ambiente hidratado e com volume. Com o envelhecimento natural — que começa silenciosamente ainda na terceira década de vida — a produção de todas essas substâncias diminui de forma progressiva. O resultado é uma pele que perde espessura, elasticidade e capacidade de se recuperar das expressões faciais e dos estímulos externos.

Além do envelhecimento intrínseco (cronológico), existe o envelhecimento extrínseco, acelerado por fatores externos. O principal deles é a radiação ultravioleta: os raios UVA penetram na derme e degradam ativamente o colágeno e a elastina, além de gerarem radicais livres (moléculas instáveis que danificam células e estruturas da pele). Tabagismo, poluição, privação de sono e má alimentação também contribuem para esse processo, mas em magnitude menor do que a exposição solar cumulativa.

O que causa rugas?
Rugas surgem da perda progressiva de colágeno, elastina e ácido hialurônico na pele, que ocorre naturalmente com o envelhecimento. O principal fator externo que acelera esse processo é a exposição solar sem proteção — responsável pela maior parte do envelhecimento visível da pele ao longo da vida. Tabagismo, poluição e privação de sono também contribuem.

Em poucas palavras

  • Rugas são: marcas e dobras na pele causadas pela perda progressiva de colágeno (a proteína que dá estrutura), elastina (que garante a elasticidade) e ácido hialurônico (que retém água) — como um tecido que vai perdendo as fibras responsáveis por mantê-lo firme e esticado.
  • O processo tem dois motores: o envelhecimento natural (inevitável, mas lento) e o fotoenvelhecimento causado pela radiação UV (em grande parte evitável com protetor solar diário).
  • A radiação solar é o principal fator externo: estima-se que até 80% do envelhecimento visível da pele seja atribuído à exposição solar acumulada ao longo da vida sem proteção adequada.
  • Não existe um único produto que resolva tudo: o tratamento eficaz combina ativos com evidência clínica (retinol, vitamina C, ácido hialurônico e peptídeos), fotoproteção e, quando necessário, procedimentos médicos indicados por dermatologista.
  • Prevenção supera o tratamento: começar a usar protetor solar e antioxidantes cedo é mais eficaz do que tentar reverter rugas profundas já estabelecidas — não por pessimismo, mas por realismo sobre o que os cosméticos conseguem fazer.

Tipos de rugas: linhas finas, rugas profundas e marcas de expressão

Nem toda ruga tem a mesma origem ou o mesmo tratamento. Do ponto de vista clínico, elas se dividem em três categorias principais, que costumam coexistir nas peles mais maduras:

Rugas dinâmicas (linhas de expressão)
São as primeiras a aparecer — geralmente no fim dos 20 ou início dos 30 anos — e surgem pelo movimento repetitivo dos músculos faciais. Cada vez que franzimos a testa, piscamos ou sorrimos, a pele dobra no mesmo ponto. Enquanto a pele é jovem e elástica, ela se "desfaz" após o movimento. Com o tempo, os traços ficam marcados mesmo em repouso.

Rugas estáticas
São visíveis mesmo com o rosto completamente em repouso, sem nenhuma expressão. Resultam principalmente da perda de colágeno e elastina com o envelhecimento e do dano acumulado pela radiação UV. Costumam ser mais profundas do que as linhas de expressão e respondem menos aos cosméticos tópicos.

Rugas gravitacionais
Desenvolvem-se com a flacidez progressiva da pele e a ação da gravidade ao longo do tempo. São mais comuns no terço inferior do rosto, pescoço e colo. Não são causadas apenas pela expressão facial nem pela perda de colágeno — envolvem também a perda de volume e suporte estrutural.

Rugas por localização: os nomes que você já ouviu falar

Além das categorias clínicas, algumas rugas têm nomes específicos associados à área onde aparecem — e que também são termos de busca frequentes:

  • Bigode de chinês (sulcos nasogenianos): linhas que vão do canto do nariz até os cantos da boca. Podem surgir a partir dos 30 anos com a perda progressiva de colágeno e volume nas maçãs do rosto.
  • Linhas de marionete (sulcos lábiomentionianos): descem do canto da boca em direção ao queixo, dando a impressão de "boca para baixo". Associadas ao envelhecimento, exposição solar e perda de suporte estrutural no terço inferior do rosto.
  • Pés de galinha: linhas irradiadas a partir do canto externo dos olhos, causadas pela atividade muscular repetitiva (sorrir, piscar) e pela flacidez progressiva da região periocular, que tem pele naturalmente mais fina.
  • Código de barras: linhas verticais finas acima do lábio superior. Frequentemente associadas ao tabagismo — o movimento repetitivo de fumar, combinado com os danos do cigarro ao colágeno, acelera o surgimento dessas marcas.

Rugas na testa: causas comuns e como suavizar com rotina

As rugas na testa estão entre os primeiros sinais de envelhecimento que as pessoas costumam notar — e também entre os que mais geram busca por solução. Elas se formam pelo movimento repetitivo do músculo frontal (responsável por levantar as sobrancelhas) e, com o tempo, vão se aprofundando à medida que a pele perde elasticidade.

Além do envelhecimento natural e das expressões faciais, alguns fatores aceleram o aparecimento das rugas na testa especificamente:

  • Exposição solar sem proteção: a testa recebe radiação solar diretamente e é uma das áreas com maior acúmulo de dano UV ao longo do dia.
  • Franzimento habitual: hábitos como forçar a visão (por miopia não corrigida, por exemplo) ou franzir a testa por tensão podem intensificar as marcas.
  • Ressecamento: pele desidratada perde elasticidade mais rápido e as linhas ficam mais evidentes.

O que ajuda na rotina: Ativos que estimulam a renovação celular e a síntese de colágeno — como o retinol — reduzem progressivamente a profundidade das linhas de expressão na testa ao longo de meses de uso consistente. A hidratação com ácido hialurônico melhora o aspecto das linhas finas mais superficiais. E o protetor solar diário é o único cuidado com evidência robusta de prevenção do aprofundamento.

Para rugas na testa já estabelecidas e profundas, a toxina botulínica é o tratamento com maior eficácia documentada — ela age diretamente no músculo que gera o movimento, reduzindo a ruga na origem. Mas isso é território de consulta médica, não de autogestão com cosméticos.


Prevenção que funciona: protetor solar, antioxidantes e hábitos

A maior parte do envelhecimento visível da pele é evitável — ou pelo menos significativamente adiável. E a lista do que realmente funciona na prevenção não é longa:

1. Protetor solar diário — sem exceção
É o único ativo com evidência clínica robusta de prevenção do envelhecimento cutâneo. Não apenas no verão, não apenas na praia — todos os dias, inclusive em ambientes fechados com exposição a janelas, porque os raios UVA atravessam o vidro. FPS 50 ou mais, reaplicado a cada 2 a 3 horas em exposição contínua. O Anthelios UVmune da La Roche-Posay oferece proteção de amplo espectro com tecnologia Mexoryl 400 — que bloqueia comprimentos de onda de UVA longo, associados ao fotoenvelhecimento. Disponível com e sem cor. Para quem prefere textura ainda mais leve no dia a dia, o Anthelios UVAir tem acabamento invisível e facilita a reaplicação sem sensação de acúmulo.

2. Antioxidantes
A vitamina C é o antioxidante tópico com mais evidência para prevenção do fotoenvelhecimento — ela neutraliza os radicais livres gerados pela radiação UV antes que causem dano ao colágeno. Aplicada pela manhã, antes do protetor solar, potencializa a proteção. O quanto antes começar, melhor: iniciar o uso de antioxidantes antes dos 25 anos é uma das estratégias mais eficazes de prevenção do envelhecimento precoce.

3. Hidratação consistente
Pele bem hidratada perde elasticidade mais lentamente. Ingredientes como ácido hialurônico e ceramidas mantêm a barreira íntegra e a pele com mais capacidade de se recuperar dos estímulos diários.

4. Hábitos que fazem diferença documentada

  • Não fumar: o tabagismo reduz a microcirculação da pele e degrada ativamente colágeno e elastina.
  • Dormir bem: durante o sono, a pele entra em modo de reparo — privação crônica de sono acelera o envelhecimento visível.
  • Alimentação com antioxidantes: frutas, vegetais e gorduras saudáveis fornecem substrato para a síntese de colágeno.
  • Reduzir o consumo de açúcar refinado: o processo de glicação (explicado mais abaixo) é um fator real de degradação do colágeno.

Creme anti rugas: quais ativos procurar no rótulo

Um creme anti rugas eficaz não se define pela embalagem nem pelo preço — se define pelos ingredientes ativos que contém e pelas concentrações em que aparecem. Conhecer os ativos com evidência clínica transforma a leitura de rótulo em uma ferramenta real de escolha.

Ativos com melhor evidência para rugas:

  • Retinol (e derivados da vitamina A): o ativo com mais estudos clínicos para tratamento de rugas. Age acelerando a renovação celular, estimulando a síntese de colágeno e melhorando a textura da pele. Exige introdução gradual e uso obrigatório de protetor solar durante o dia.
  • Vitamina C (ácido ascórbico): antioxidante que protege o colágeno existente e estimula a síntese de novas fibras. Mais eficaz no período da manhã, em combinação com protetor solar.
  • Ácido hialurônico em múltiplos pesos moleculares: hidrata em diferentes camadas da pele, melhora o aspecto de linhas finas e dá viço.
  • Peptídeos: pequenas cadeias de aminoácidos que sinalizam aos fibroblastos (células produtoras de colágeno) para intensificar a síntese. Bem tolerados, inclusive por peles sensíveis.
  • Niacinamida (vitamina B3): fortalece a barreira cutânea, melhora textura e uniformidade, reduz aparência de poros.
  • Ácido ferúlico: antioxidante que estabiliza a vitamina C e potencializa sua ação — frequentemente presente em fórmulas combinadas.

Como saber se está funcionando? Os primeiros sinais de melhora de textura e luminosidade com retinol ou vitamina C costumam aparecer após 4 a 8 semanas de uso consistente. A redução visível de linhas finas geralmente se consolida após 3 a 6 meses. Para rugas profundas, o resultado de cosméticos tópicos é mais modesto — eles suavizam, mas não apagam rugas com perda de volume estrutural.

Qual o melhor creme anti rugas?
Não existe um único produto ideal para todos. O que define a eficácia é a presença de ativos com evidência clínica — retinol, vitamina C, ácido hialurônico e peptídeos — em concentrações adequadas. A escolha também depende do tipo de pele, do momento do dia e da tolerância individual a cada ativo.

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Creme para rugas profundas: o que esperar e quando combinar procedimentos

As rugas profundas — aquelas visíveis em repouso e com profundidade real no tecido — respondem de forma mais limitada aos cosméticos tópicos. Não porque os produtos sejam ineficazes, mas porque o mecanismo que as forma vai além da superfície: envolve perda de colágeno na derme, queda de volume e, em alguns casos, flacidez estrutural.

O que os cremes para rugas profundas conseguem:

  • Melhorar a textura geral da pele ao redor das rugas.
  • Suavizar progressivamente as linhas menos profundas com uso continuado de retinol.
  • Manter a hidratação, o que reduz a aparência das rugas por preenchimento superficial temporário.
  • Prevenir o aprofundamento com protetor solar e antioxidantes.

O que os cremes não conseguem para rugas profundas:

  • Recuperar volume perdido (isso exige preenchimento injetável).
  • Desfazer a ruga gravitacional que envolve reposicionamento estrutural.
  • Substituir o efeito da toxina botulínica em rugas de expressão profundas e estabelecidas.

O retinol como referência para rugas mais marcadas

Dentre os ativos tópicos, o retinol tem o maior suporte de evidências para tratamento de rugas profundas — não por eliminá-las, mas por estimular colágeno e renovação celular de forma consistente ao longo do tempo. O Retinol B3 Sérum da La Roche-Posay combina retinol com vitamina B3 (niacinamida), o que ajuda a reduzir a irritação típica do ativo — especialmente útil para quem está iniciando. A introdução deve ser gradual: começar com uma aplicação semanal à noite, aumentando progressivamente conforme a tolerância da pele.

Nos primeiros dias de uso de retinol, é comum a pele apresentar ressecamento ou descamação leve. Se isso acontecer, o Cicaplast Baume B5+ pode ser aplicado em camada fina sobre a área mais irritada — ele apoia o reparo da barreira sem interferir no ativo.

Quando usar retinol para rugas?
O retinol deve ser usado à noite, pois é fotossensível. A introdução é gradual: começa com uma aplicação por semana e aumenta conforme a tolerância da pele. Nunca usar sem protetor solar durante o dia — o retinol acelera a renovação celular, deixando a pele mais vulnerável à radiação UV.

Cremes para rugas: como escolher por tipo de pele (seca, oleosa, sensível)

A escolha de um produto antirrugas não depende apenas dos ativos — a textura e a formulação precisam ser compatíveis com o tipo de pele para que o uso seja consistente e sem irritação.

Pele seca ou ressecada: Precisa de hidratação robusta associada aos ativos antissinais. O Hyalu B5 Creme da La Roche-Posay é uma opção interessante: textura mais encorpada, com ácido hialurônico em múltiplos pesos moleculares, ectoína e vitamina B5. Serve bem como último passo da rotina noturna, depois do sérum ativo. Para quem quer reforçar a firmeza com foco em colágeno, o Liftactiv Colágeno Creme Specialist da Vichy é outra opção dentre as marcas parceiras — com resultados clinicamente documentados em tonicidade e redução de flacidez.

Pele mista ou oleosa: Tende a rejeitar texturas pesadas e prefere produtos que hidratem sem sensação gordurosa. O Hyalu B5 Water Gel da La Roche-Posay tem textura em gel aquoso e leveza ideal para o dia — sem abrir mão do ácido hialurônico e dos ativos de suporte de barreira.

Pele sensível: Precisa de formulações sem fragrância, com pH fisiológico e sem ativos irritantes na base do produto. O Toleriane Sensitive da La Roche-Posay é um hidratante com fórmula minimalista desenvolvida para peles reativas — serve bem como base antes de introduzir qualquer ativo mais potente. Para a limpeza, a Espuma de Limpeza CeraVe tem perfil semelhante: sem fragrância, pH fisiológico e ceramidas que ajudam a não comprometer a barreira.

Para quem quer adicionar vitamina C à rotina: A vitamina C combinada com ácido ferúlico tem uma das melhores relações evidência-resultado no skincare antienvelhecimento. O CE Ferulic da SkinCeuticals une vitamina C pura, vitamina E e ácido ferúlico — uma fórmula com ampla documentação clínica de proteção antioxidante, estímulo de colágeno e prevenção do fotoenvelhecimento. Para quem já tem o básico da rotina e quer um próximo passo com impacto documentado, é uma opção dentre as marcas parceiras.


Rotina prática antirrugas (manhã e noite)

Uma rotina antirrugas eficaz não precisa ter dez passos. Precisa ter consistência, os ativos certos nos momentos certos e protetor solar sem falhar.

Manhã:

  1. Limpeza suaveEspuma de Limpeza CeraVe. Sem fricção, sem perfume.
  2. Sérum hidratanteHyalu B5 Sérum Superativado da La Roche-Posay: ácido hialurônico com tecnologia Hyalu-Lock (27x mais fixação), ectoína e vitamina B5. Aplicar com a pele levemente úmida.
  3. Vitamina C (recomendado) — antioxidante que reforça a proteção solar e estimula colágeno. Aplicar sobre o sérum, antes do protetor.
  4. Protetor solar Anthelios UVmune 400 FPS 60, com ou sem cor. Proteção amplo espectro com cobertura de UVA longo. Último passo da manhã, obrigatório.

Noite:

  1. Limpeza suave — mesmo produto da manhã.
  2. Sérum com ácido hialurônicoHyalu B5 Sérum Superativado, para hidratar antes do ativo de tratamento.
  3. Retinol — La Roche-Posay Retinol B3 Sérum, introduzido gradualmente (1x/semana → 2x/semana → uso regular conforme tolerância).
  4. Hidratante Hyalu B5 Creme para peles secas ou Hyalu B5 Water Gel para mistas/oleosas. Para peles sensíveis em adaptação ao retinol, o Toleriane Sensitive é uma opção mais neutra.
  5. Barreira de suporte (quando necessário) — se a pele apresentar irritação ou descamação pelo retinol, substituir o passo do retinol por uma camada fina de Cicaplast Baume B5+ naquela noite. Retomar o retinol quando a pele estiver sem irritação.

Erros que pioram as rugas: sol sem proteção, excesso de esfoliação, dormir mal

Cuidar das rugas envolve tanto o que se faz quanto o que se evita. Alguns hábitos comuns comprometem o resultado de qualquer rotina:

1. Não usar protetor solar — ou usar de forma irregular É o erro com maior impacto no envelhecimento da pele. Aplicar protetor apenas em dias de praia ou nos meses de verão ignora que a radiação UVA está presente o ano todo, em qualquer clima, e atravessa nuvens e vidros. Uma rotina antirrugas sem protetor solar diário perde grande parte da eficácia.

2. Excesso de esfoliação: Esfoliar a pele em excesso — seja com ácidos em alta frequência, esfregões ou escovas — compromete a barreira cutânea. Uma barreira fragilizada aumenta a sensibilidade, piora a reatividade e pode acelerar a perda de hidratação — condições que favorecem o aprofundamento das rugas.

3. Introduzir retinol de forma abrupta: Começar com uso diário de retinol sem período de adaptação costuma causar irritação, descamação e vermelhidão — o que leva muitas pessoas a abandonar o ativo antes de ele ter tempo de mostrar resultado. A introdução gradual não é opcional: é o protocolo correto.

4. Pular a hidratação: Peles desidratadas mostram as rugas com mais evidência — a pele "encolhe" visivelmente quando não tem água suficiente nas camadas intermediárias. Manter a hidratação não apaga rugas, mas melhora significativamente o aspecto geral e complementa a ação dos ativos de tratamento.

5. Dormir com posições que comprimem o rosto: Dormir de lado ou de bruços com o rosto pressionado no travesseiro cria linhas mecânicas que, repetidas por anos, podem se tornar marcas permanentes — especialmente na bochecha e no pescoço.

6. Consumir açúcar refinado em excesso: Existe um processo chamado glicação — quando moléculas de açúcar no organismo se ligam às fibras de colágeno, tornando-as rígidas e quebradiças. Com o tempo, esse dano silencioso compromete a estrutura da pele de dentro para fora. A literatura clínica aponta que o efeito da glicação sobre o colágeno é comparável ao dos radicais livres em termos de aceleração do envelhecimento cutâneo. Reduzir o consumo de açúcar refinado e ultraprocessados é, portanto, um cuidado com impacto real na pele — além de todos os outros benefícios metabólicos já conhecidos.


Mitos e verdades sobre rugas

Algumas afirmações sobre rugas circulam há tanto tempo que parecem verdade universal — mas nem todas resistem ao que a dermatologia diz. Separar o mito da evidência ajuda a tomar decisões melhores sobre prevenção e tratamento.

Fumar não causa rugas

Mito. O cigarro é um dos fatores extrínsecos com impacto mais documentado sobre o envelhecimento da pele. Ele reduz a microcirculação sanguínea cutânea, diminuindo o aporte de oxigênio e nutrientes para as células da pele, e degrada ativamente as fibras de colágeno e elastina por meio do estresse oxidativo gerado pela fumaça. Um padrão específico de envelhecimento associado ao tabagismo é o surgimento precoce do "código de barras" — as linhas verticais finas acima do lábio superior — causado tanto pelo movimento repetitivo de fumar quanto pelos danos diretos do cigarro ao colágeno perioral.

O consumo de açúcar pode causar rugas

Verdade. O processo responsável por isso se chama glicação: moléculas de açúcar presentes na corrente sanguínea se ligam quimicamente às proteínas estruturais da pele — principalmente o colágeno — formando compostos que deixam as fibras rígidas, quebradiças e menos funcionais. O efeito é progressivo e cumulativo, e a literatura clínica o aponta como tão relevante para o envelhecimento cutâneo quanto a ação dos radicais livres. Dietas com alto teor de açúcar refinado e ultraprocessados estão associadas a envelhecimento mais rápido da pele.

A pele negra demora mais a ter rugas

Verdade — com uma nuance importante. A pele com maior concentração de melanina (o pigmento que determina a cor da pele) tem proteção natural contra a radiação UV mais elevada, e as fibras de colágeno tendem a ser mais densas e resistentes ao envelhecimento. Isso retarda, de forma real e documentada, o aparecimento de rugas visíveis. A nuance é que "demorar mais" não significa "não ter" — a pele negra envelhece e também precisa de fotoproteção diária. Além disso, peles com mais melanina têm maior predisposição à hiperpigmentação pós-inflamatória, o que torna o protetor solar ainda mais relevante como cuidado preventivo.

O estresse colabora para o surgimento de rugas

Verdade. O estresse crônico eleva os níveis de cortisol (o principal hormônio do estresse), que, em concentrações persistentemente altas, interfere na síntese de colágeno e reduz a disponibilidade de nutrientes para os tecidos periféricos — incluindo a pele. O organismo, em situação de estresse prolongado, prioriza órgãos vitais em detrimento da pele. O resultado ao longo do tempo é uma pele com menor capacidade de se recuperar, mais reativa e com envelhecimento acelerado. Técnicas de manejo de estresse (sono de qualidade, atividade física regular, respiração) têm impacto real, embora indireto, na saúde da pele.


Quando procurar dermatologista: toxina botulínica, lasers e preenchimentos

Os cosméticos têm um limite real de ação — e reconhecer esse limite não é pessimismo, é realismo útil. Para rugas já estabelecidas e profundas, ou para quem quer resultados mais expressivos do que uma rotina tópica consegue oferecer, a consulta com dermatologista abre acesso a opções que os produtos de prateleira não replicam.

Quando considerar avaliação médica:

  • Rugas de expressão profundas que persistem em repouso (testa, glabela, canto dos olhos) e não melhoraram com meses de uso de retinol.
  • Perda de volume visível (bochechas afundadas, sulcos nasogenianos profundos, flacidez no terço inferior do rosto).
  • Desejo de resultado mais rápido ou mais expressivo do que o cosmético oferece.
  • Qualquer reação persistente a ativos (vermelhidão que não passa, nódulos, descamação intensa).

Principais procedimentos disponíveis:

  • Toxina botulínica: indicada para rugas dinâmicas (de expressão). Age diretamente no músculo que gera o movimento. Duração de 4 a 6 meses.
  • Preenchimento com ácido hialurônico: indicado para rugas estáticas profundas, bigode de chinês, linhas de marionete e perda de volume. Duração de 12 a 24 meses conforme a área.
  • Bioestimuladores de colágeno (Sculptra, Radiesse): estimulam a produção de novo colágeno ao longo de meses. Indicados para flacidez difusa e perda de qualidade geral da pele.
  • Peelings químicos: removem camadas superficiais da pele, acelerando a renovação e estimulando colágeno. Para rugas finas e textura irregular.
  • Laser fracionado e radiofrequência: estimulam colágeno e elastina por aquecimento controlado dos tecidos. Para rugas moderadas a intensas.
  • Microagulhamento: cria microlesões controladas que ativam a resposta de reparo da pele. Para textura, cicatrizes e linhas superficiais.

Nenhum desses procedimentos é indicado sem avaliação médica presencial — o dermatologista define qual combinação faz sentido para cada caso, considerando tipo de pele, profundidade das rugas, área tratada e histórico do paciente.


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Publicado em: 25 de Junho de 2018.
Modificado em: 30 de março de 2026

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