Queda de cabelo te preocupa? Você pode estar sofrendo de Alopecia Areata. Essa condição, marcada por falhas no cabelo, muitas vezes arredondadas ou ovais, pode ser bastante incômoda. Mas o que causa a alopecia e, mais importante, como tratá-la?
Vamos explorar os sintomas, causas e tratamentos para a Alopecia Areata com a ajuda da dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. A doença, caracterizada pelo surgimento de falhas no cabelo, costuma resultar em áreas arredondadas ou ovais no couro cabeludo e causar bastante incômodo.
Índice
- Quais são as causas da alopecia areata?
- O estresse pode desencadear a alopecia areata?
- Existe relação entre alopecia areata e doenças autoimunes?
- Problemas emocionais e alopecia
- Quais são os sintomas mais comuns da alopecia areata?
- O que é bom para acabar com alopecia areata?
- Quanto tempo dura a alopecia areata?
- Quanto tempo o cabelo volta a crescer depois da alopecia?
- Como fica um cabelo com alopecia?
- É possível reverter alopecia areata?
- Quando a alopecia estabiliza?
- O que piora a alopecia?
- Qual o tipo de alopecia que não tem cura?
- Como conseguir um diagnóstico de alopecia areata?
- Tratamento para alopecia areata
Quais são as causas da alopecia areata?
Para entendermos com mais clareza as causas da doença, precisamos primeiro compreender o que é a alopecia areata. De maneira simples, a alopecia areata é considerada uma doença autoimune e não contagiosa que resulta em falhas no couro cabeludo e na queda de cabelo. Com isso, surgem áreas arredondadas com ausência de fios no couro cabeludo ou, em casos mais graves, a queda completa dos cabelos.
Mas o que desencadeia esse processo? Como explica a dermatologista Carolina Marçon: “Ninguém sabe exatamente e detalhadamente o mecanismo por trás da alopecia, mas sabe-se que envolve uma autoimunidade da produção de anticorpos contra os folículos pilossebáceos, ou seja, a raiz dos fios”. Em outras palavras, o sistema imunológico, que normalmente defende o corpo contra invasores como bactérias e vírus, passa a atacar os folículos capilares como se fossem uma ameaça. Esse ataque interrompe o ciclo normal de crescimento do cabelo, resultando na queda.
Embora a causa precisa dessa resposta autoimune ainda seja desconhecida, alguns fatores são considerados predisponentes ou gatilhos para o desenvolvimento da alopecia areata. A predisposição genética, por exemplo, desempenha um papel importante. Pessoas com histórico familiar da doença têm maior probabilidade de desenvolvê-la. Outras doenças autoimunes, como vitiligo e lúpus, também estão associadas à alopecia areata, sugerindo um componente imunológico comum. Além disso, fatores ambientais e emocionais, como estresse e ansiedade, podem atuar como gatilhos, desencadeando ou agravando a condição em indivíduos predispostos.
O estresse pode desencadear a alopecia areata?
O estresse, embora não seja a causa direta da alopecia areata, pode desempenhar um papel significativo no seu desenvolvimento e agravamento.
Hormônios liberados durante períodos de estresse podem afetar o ciclo de crescimento do cabelo, levando à queda.
Aprender a gerenciar o estresse por técnicas como exercícios regulares, meditação, ioga e terapia pode ser benéfico para o controle da alopecia areata.
Existe relação entre alopecia areata e doenças autoimunes?
A alopecia areata é considerada uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo ataca erroneamente as células saudáveis, neste caso, os folículos capilares. Essa resposta imune anormal interrompe o crescimento do cabelo, levando à queda.
A presença de outras doenças autoimunes, como vitiligo e lúpus, em pacientes com alopecia areata reforça a ligação autoimune.
Problemas emocionais e alopecia
Nossa saúde emocional e física estão interligadas, e nossos cabelos podem refletir nosso estado interior. Problemas emocionais como estresse, ansiedade e traumas podem afetar o ciclo capilar e contribuir para a queda de cabelo, incluindo diferentes tipos de alopecia, como a areata (perda de cabelo em áreas arredondadas), androgenética (calvície de padrão masculino ou feminino) e eflúvio telógeno (queda difusa e temporária).
Embora as causas variem para cada tipo, o impacto emocional pode ser um fator agravante. Cultivar práticas que promovem o bem-estar, como atividades prazerosas, hobbies e conexões sociais positivas, é essencial para a saúde geral e pode impactar positivamente a saúde dos cabelos.
Quais são os sintomas mais comuns da alopecia areata?
A alopecia areata, uma condição autoimune que afeta os folículos capilares, pode se manifestar de diferentes formas. A queda de cabelo ocorre geralmente de forma repentina e sem aviso prévio, sendo o principal sintoma da doença.
No entanto, é importante observar os padrões de perda de cabelo para identificar a alopecia areata e diferenciá-la de outros tipos de queda.
Sintomas comuns da alopecia areata:
- Falhas circulares ou ovais no couro cabeludo.
- Perda total dos cabelos no couro cabeludo (alopecia totalis).
- Perda de pelos por todo o corpo (alopecia universalis).
- Unhas com depressões ou sulcos.
- Coceira ou sensibilidade no couro cabeludo (em alguns casos).
A alopecia areata pode afetar pessoas de qualquer idade, sendo mais comum em jovens, e não é contagiosa. Ao notar esses sintomas, consulte um dermatologista para diagnóstico e tratamento.
O que é bom para acabar com alopecia areata?
Não existe uma cura definitiva para a alopecia areata, mas existem tratamentos que podem ajudar a controlar a condição e estimular o crescimento do cabelo.
As opções de tratamento variam dependendo da gravidade da condição, da idade do paciente e de suas características individuais. Injeções de corticosteroides nas áreas afetadas são frequentemente utilizadas para reduzir a inflamação e promover o crescimento do cabelo.
Em casos mais graves, imunossupressores sistêmicos podem ser prescritos. Tratamentos tópicos, como a difenciprona, também podem ser usados para modular a resposta imune.
O tratamento para alopecia areata é individualizado e o que funciona para uma pessoa pode não ser eficaz para outra. Por isso, é fundamental consultar um médico dermatologista. Somente um especialista poderá avaliar adequadamente o seu caso, identificar o tipo de alopecia e a gravidade da condição, e recomendar o tratamento mais apropriado para você.
A automedicação deve ser evitada, pois pode ser prejudicial e mascarar o diagnóstico correto. Uma consulta com um dermatologista é sempre a melhor opção para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.
Quanto tempo dura a alopecia areata?
A duração da alopecia areata é imprevisível e varia de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos podem experimentar episódios temporários de queda de cabelo, enquanto outros podem ter a condição por longos períodos.
Quanto tempo o cabelo volta a crescer depois da alopecia?
O tempo para o cabelo voltar a crescer após um episódio de alopecia areata também é variável e depende de fatores individuais e da gravidade da condição.
Como fica um cabelo com alopecia?
O cabelo com alopecia areata apresenta falhas arredondadas ou ovais no couro cabeludo, que podem variar em tamanho e número. Em casos mais graves (alopecia totalis e universalis), a perda de cabelo é total ou afeta todo o corpo.
A pele nas áreas afetadas geralmente é normal, sem escamação ou vermelhidão excessiva. A aparência varia de acordo com a extensão da perda de cabelo. Em casos leves, as falhas podem ser discretas, enquanto em casos graves, a perda de cabelo é evidente.
É possível reverter alopecia areata?
A reversibilidade da alopecia areata depende da gravidade e da resposta individual ao tratamento. Em casos leves, o cabelo pode voltar a crescer sozinho. A chance de reversão completa é maior em casos localizados (pequenas falhas).
Em casos mais extensos, o crescimento capilar com tratamento ainda é possível, mas a probabilidade de reversão total diminui. Tratamentos como corticosteroides e imunoterapia podem estimular o crescimento, mas a eficácia varia. Consulte um dermatologista para diagnóstico e tratamento.
Quando a alopecia estabiliza?
A alopecia areata pode ter um curso imprevisível, com períodos de queda e crescimento de cabelo. A estabilização da condição varia de caso para caso.
O que piora a alopecia?
Embora a causa exata da alopecia areata seja desconhecida, alguns fatores podem desencadear ou agravar a condição, incluindo estresse, doenças, e certos medicamentos.
Qual o tipo de alopecia que não tem cura?
A alopecia areata, assim como outros tipos de alopecia, não tem cura no sentido de uma solução definitiva que elimine completamente a possibilidade de queda de cabelo. No entanto, isso não significa que a condição não possa ser tratada e controlada. Existem diferentes tipos de alopecia, cada um com suas características e prognósticos:
- Alopecia areata: Caracterizada pela perda de cabelo em áreas arredondadas ou ovais. O cabelo pode voltar a crescer espontaneamente ou com a ajuda de tratamentos.
- Alopecia totalis: Ocorre a perda total dos cabelos no couro cabeludo. O prognóstico para o crescimento completo do cabelo é mais reservado.
- Alopecia universalis: A forma mais grave, com perda de todos os pelos do corpo. A recuperação completa é rara.
- Alopecia androgenética (calvície de padrão masculino ou feminino): Causada por fatores genéticos e hormonais. Existem tratamentos para retardar a progressão e estimular o crescimento, mas não há cura definitiva.
- Efluvium telógeno: Queda difusa e temporária, geralmente desencadeada por estresse, doenças ou medicamentos. Na maioria dos casos, o cabelo volta a crescer após a resolução do fator desencadeante.
Embora não haja cura no sentido de eliminação completa da possibilidade de queda de cabelo, os tratamentos disponíveis para os diferentes tipos de alopecia podem controlar a progressão da doença, estimular o crescimento do cabelo e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Consultar um dermatologista é fundamental para o diagnóstico correto e para a definição do tratamento mais adequado para cada caso.
Como conseguir um diagnóstico de alopecia areata?
O diagnóstico de alopecia areata é feito por um médico dermatologista. O processo geralmente envolve:
- Análise do histórico médico e padrão de queda de cabelo: O médico irá perguntar sobre seu histórico de saúde, histórico familiar de alopecia, início e progressão da queda de cabelo, e outros sintomas.
- Exame físico do couro cabeludo e pelos: O dermatologista examinará cuidadosamente o couro cabeludo, observando o padrão de perda de cabelo, a presença de falhas características da alopecia areata, e a condição dos pelos restantes.
- Exames complementares (se necessário): Em alguns casos, exames adicionais podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e descartar outras condições, como biópsia do couro cabeludo, exame de sangue para avaliar a função da tireoide ou outros distúrbios autoimunes.
A partir da avaliação clínica e dos exames, o dermatologista poderá determinar se a queda de cabelo se trata de alopecia areata e classificar a sua gravidade. O diagnóstico precoce é importante para iniciar o tratamento o quanto antes e aumentar as chances de sucesso. Não tente se autodiagnosticar. Procure um dermatologista se notar queda de cabelo incomum.
Tratamento para alopecia areata
Segundo a Drª Carolina, o tratamento para alopecia areata pode variar de acordo com as características da queda de cabelo e a faixa etária do paciente. Mas, de maneira geral, ele costuma ser feito com injeções de cortisona nas áreas com falhas. “Já nos casos refratários, a alopecia pode ser tratada com imunossupressores de uso sistêmico”, afirma a dermatologista.
Além disso, também é possível fazer alguns tratamentos tópicos, como o uso de difenciprona, que é uma substância com capacidade imunomoduladora, ou seja, que atua nos mecanismos de resposta imune para estimular uma resposta natural para queda de cabelo. Mas lembre-se: qualquer tipo de tratamento deve ser feito sob orientação médica.
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*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicada em: 29 de Abril de 2021
Modificada em: 04 de Fevereiro de 2025

palavra do dermatologista
DRA. CAROLINA REATO MARÇON
CRM: 113.379
Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologiapalavra do dermatologista




