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Sintomas de alopecia areata em uma jovem mulher

Alopecia areata: Quais os sintomas e como tratar?

Alopecia Areata: saiba como identificar os sintomas, entender as causas e conhecer os tratamentos indicados por dermatologistas com o Dermaclub.
Creation Date: 29 abr 2021
Update Date: 19 mai 2025

Queda de cabelo te preocupa? Você pode estar sofrendo de Alopecia Areata. Essa condição, marcada por falhas no cabelo, muitas vezes arredondadas ou ovais, pode ser bastante incômoda. Mas o que causa a alopecia e, mais importante, como tratá-la?

Vamos explorar os sintomas, causas e tratamentos para a Alopecia Areata com a ajuda da dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. A doença, caracterizada pelo surgimento de falhas no cabelo, costuma resultar em áreas arredondadas ou ovais no couro cabeludo e causar bastante incômodo.

Índice

Quais são as causas da alopecia areata?

Para entendermos com mais clareza as causas da doença, precisamos primeiro compreender o que é a alopecia areata. De maneira simples, a alopecia areata é considerada uma doença autoimune e não contagiosa que resulta em falhas no couro cabeludo e na queda de cabelo. Com isso, surgem áreas arredondadas com ausência de fios no couro cabeludo ou, em casos mais graves, a queda completa dos cabelos.

Mas o que desencadeia esse processo? Como explica a dermatologista Carolina Marçon: “Ninguém sabe exatamente e detalhadamente o mecanismo por trás da alopecia, mas sabe-se que envolve uma autoimunidade da produção de anticorpos contra os folículos pilossebáceos, ou seja, a raiz dos fios”. Em outras palavras, o sistema imunológico, que normalmente defende o corpo contra invasores como bactérias e vírus, passa a atacar os folículos capilares como se fossem uma ameaça. Esse ataque interrompe o ciclo normal de crescimento do cabelo, resultando na queda.

Embora a causa precisa dessa resposta autoimune ainda seja desconhecida, alguns fatores são considerados predisponentes ou gatilhos para o desenvolvimento da alopecia areata. A predisposição genética, por exemplo, desempenha um papel importante. Pessoas com histórico familiar da doença têm maior probabilidade de desenvolvê-la. Outras doenças autoimunes, como vitiligo e lúpus, também estão associadas à alopecia areata, sugerindo um componente imunológico comum. Além disso, fatores ambientais e emocionais, como estresse e ansiedade, podem atuar como gatilhos, desencadeando ou agravando a condição em indivíduos predispostos.

O estresse pode desencadear a alopecia areata?

O estresse, embora não seja a causa direta da alopecia areata, pode desempenhar um papel significativo no seu desenvolvimento e agravamento.

Hormônios liberados durante períodos de estresse podem afetar o ciclo de crescimento do cabelo, levando à queda.

Aprender a gerenciar o estresse por técnicas como exercícios regulares, meditação, ioga e terapia pode ser benéfico para o controle da alopecia areata.

Existe relação entre alopecia areata e doenças autoimunes?

A alopecia areata é considerada uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo ataca erroneamente as células saudáveis, neste caso, os folículos capilares. Essa resposta imune anormal interrompe o crescimento do cabelo, levando à queda.

A presença de outras doenças autoimunes, como vitiligo e lúpus, em pacientes com alopecia areata reforça a ligação autoimune.

Problemas emocionais e alopecia

Nossa saúde emocional e física estão interligadas, e nossos cabelos podem refletir nosso estado interior. Problemas emocionais como estresse, ansiedade e traumas podem afetar o ciclo capilar e contribuir para a queda de cabelo, incluindo diferentes tipos de alopecia, como a areata (perda de cabelo em áreas arredondadas), androgenética (calvície de padrão masculino ou feminino) e eflúvio telógeno (queda difusa e temporária).

Embora as causas variem para cada tipo, o impacto emocional pode ser um fator agravante. Cultivar práticas que promovem o bem-estar, como atividades prazerosas, hobbies e conexões sociais positivas, é essencial para a saúde geral e pode impactar positivamente a saúde dos cabelos.

Quais são os sintomas mais comuns da alopecia areata?

A alopecia areata, uma condição autoimune que afeta os folículos capilares, pode se manifestar de diferentes formas. A queda de cabelo ocorre geralmente de forma repentina e sem aviso prévio, sendo o principal sintoma da doença.

No entanto, é importante observar os padrões de perda de cabelo para identificar a alopecia areata e diferenciá-la de outros tipos de queda.

Sintomas comuns da alopecia areata:

  • Falhas circulares ou ovais no couro cabeludo.
  • Perda total dos cabelos no couro cabeludo (alopecia totalis).
  • Perda de pelos por todo o corpo (alopecia universalis).
  • Unhas com depressões ou sulcos.
  • Coceira ou sensibilidade no couro cabeludo (em alguns casos).

A alopecia areata pode afetar pessoas de qualquer idade, sendo mais comum em jovens, e não é contagiosa. Ao notar esses sintomas, consulte um dermatologista para diagnóstico e tratamento.

O que é bom para acabar com alopecia areata?

Não existe uma cura definitiva para a alopecia areata, mas existem tratamentos que podem ajudar a controlar a condição e estimular o crescimento do cabelo.

As opções de tratamento variam dependendo da gravidade da condição, da idade do paciente e de suas características individuais. Injeções de corticosteroides nas áreas afetadas são frequentemente utilizadas para reduzir a inflamação e promover o crescimento do cabelo.

Em casos mais graves, imunossupressores sistêmicos podem ser prescritos. Tratamentos tópicos, como a difenciprona, também podem ser usados para modular a resposta imune.

O tratamento para alopecia areata é individualizado e o que funciona para uma pessoa pode não ser eficaz para outra. Por isso, é fundamental consultar um médico dermatologista. Somente um especialista poderá avaliar adequadamente o seu caso, identificar o tipo de alopecia e a gravidade da condição, e recomendar o tratamento mais apropriado para você.

A automedicação deve ser evitada, pois pode ser prejudicial e mascarar o diagnóstico correto. Uma consulta com um dermatologista é sempre a melhor opção para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.

Quanto tempo dura a alopecia areata?

A duração da alopecia areata é imprevisível e varia de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos podem experimentar episódios temporários de queda de cabelo, enquanto outros podem ter a condição por longos períodos.

Quanto tempo o cabelo volta a crescer depois da alopecia?

O tempo para o cabelo voltar a crescer após um episódio de alopecia areata também é variável e depende de fatores individuais e da gravidade da condição.

Como fica um cabelo com alopecia?

O cabelo com alopecia areata apresenta falhas arredondadas ou ovais no couro cabeludo, que podem variar em tamanho e número. Em casos mais graves (alopecia totalis e universalis), a perda de cabelo é total ou afeta todo o corpo.

A pele nas áreas afetadas geralmente é normal, sem escamação ou vermelhidão excessiva. A aparência varia de acordo com a extensão da perda de cabelo. Em casos leves, as falhas podem ser discretas, enquanto em casos graves, a perda de cabelo é evidente.

É possível reverter alopecia areata?

A reversibilidade da alopecia areata depende da gravidade e da resposta individual ao tratamento. Em casos leves, o cabelo pode voltar a crescer sozinho. A chance de reversão completa é maior em casos localizados (pequenas falhas).

Em casos mais extensos, o crescimento capilar com tratamento ainda é possível, mas a probabilidade de reversão total diminui. Tratamentos como corticosteroides e imunoterapia podem estimular o crescimento, mas a eficácia varia. Consulte um dermatologista para diagnóstico e tratamento.

Quando a alopecia estabiliza?

A alopecia areata pode ter um curso imprevisível, com períodos de queda e crescimento de cabelo. A estabilização da condição varia de caso para caso.

O que piora a alopecia?

Embora a causa exata da alopecia areata seja desconhecida, alguns fatores podem desencadear ou agravar a condição, incluindo estresse, doenças, e certos medicamentos.

Qual o tipo de alopecia que não tem cura?

A alopecia areata, assim como outros tipos de alopecia, não tem cura no sentido de uma solução definitiva que elimine completamente a possibilidade de queda de cabelo. No entanto, isso não significa que a condição não possa ser tratada e controlada. Existem diferentes tipos de alopecia, cada um com suas características e prognósticos:

  • Alopecia areata: Caracterizada pela perda de cabelo em áreas arredondadas ou ovais. O cabelo pode voltar a crescer espontaneamente ou com a ajuda de tratamentos.
  • Alopecia totalis: Ocorre a perda total dos cabelos no couro cabeludo. O prognóstico para o crescimento completo do cabelo é mais reservado.
  • Alopecia universalis: A forma mais grave, com perda de todos os pelos do corpo. A recuperação completa é rara.
  • Alopecia androgenética (calvície de padrão masculino ou feminino): Causada por fatores genéticos e hormonais. Existem tratamentos para retardar a progressão e estimular o crescimento, mas não há cura definitiva.
  • Efluvium telógeno: Queda difusa e temporária, geralmente desencadeada por estresse, doenças ou medicamentos. Na maioria dos casos, o cabelo volta a crescer após a resolução do fator desencadeante.

Embora não haja cura no sentido de eliminação completa da possibilidade de queda de cabelo, os tratamentos disponíveis para os diferentes tipos de alopecia podem controlar a progressão da doença, estimular o crescimento do cabelo e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Consultar um dermatologista é fundamental para o diagnóstico correto e para a definição do tratamento mais adequado para cada caso.

Como conseguir um diagnóstico de alopecia areata?

O diagnóstico de alopecia areata é feito por um médico dermatologista. O processo geralmente envolve:

  • Análise do histórico médico e padrão de queda de cabelo: O médico irá perguntar sobre seu histórico de saúde, histórico familiar de alopecia, início e progressão da queda de cabelo, e outros sintomas.
  • Exame físico do couro cabeludo e pelos: O dermatologista examinará cuidadosamente o couro cabeludo, observando o padrão de perda de cabelo, a presença de falhas características da alopecia areata, e a condição dos pelos restantes.
  • Exames complementares (se necessário): Em alguns casos, exames adicionais podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e descartar outras condições, como biópsia do couro cabeludo, exame de sangue para avaliar a função da tireoide ou outros distúrbios autoimunes.

A partir da avaliação clínica e dos exames, o dermatologista poderá determinar se a queda de cabelo se trata de alopecia areata e classificar a sua gravidade. O diagnóstico precoce é importante para iniciar o tratamento o quanto antes e aumentar as chances de sucesso. Não tente se autodiagnosticar. Procure um dermatologista se notar queda de cabelo incomum.

Tratamento para alopecia areata

Segundo a Drª Carolina, o tratamento para alopecia areata pode variar de acordo com as características da queda de cabelo e a faixa etária do paciente. Mas, de maneira geral, ele costuma ser feito com injeções de cortisona nas áreas com falhas. “Já nos casos refratários, a alopecia pode ser tratada com imunossupressores de uso sistêmico”, afirma a dermatologista.

Além disso, também é possível fazer alguns tratamentos tópicos, como o uso de difenciprona, que é uma substância com capacidade imunomoduladora, ou seja, que atua nos mecanismos de resposta imune para estimular uma resposta natural para queda de cabelo. Mas lembre-se: qualquer tipo de tratamento deve ser feito sob orientação médica.

Manter a saúde capilar é importante, independentemente do tratamento para alopecia. A linha Dercos Energy+ da Vichy oferece produtos para fortalecer os fios e promover um couro cabeludo saudável, complementando os tratamentos médicos.

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*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 29 de Abril de 2021
Modificada em: 04 de Fevereiro de 2025

 

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palavra do dermatologista

DRA. CAROLINA REATO MARÇON
CRM: 113.379

Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia
 
 
 

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DRA. CAROLINA REATO MARÇON
CRM: 113.379

Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia
 

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