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Corticoide: dermatologista fala o que é, tipos e como ele age no corpo!

Você já ouviu falar em corticoides? Famosos pela sua ação anti-inflamatória, essas substâncias podem ser encontradas em vários medicamentos na forma de comprimidos, pomadas, soluções ou injetáveis. Embora seja benéfico durante um tempo, seu u
08 nov 2017

Você sabia que os corticosteróides já são produzidos naturalmente pelo nosso organismo? Eles trabalham reduzindo a inflamação e suprimindo o sistema imunológico, fazem isso bloqueando a produção de substâncias químicas no corpo que causam inflamação e ativando a produção de outras que ajudam a reduzi-las também. Eles também suprimem o sistema imunológico, reduzindo a produção de anticorpos e células brancas do sangue que podem atacar tecidos saudáveis.

O que é corticoide?


Os corticosteróides, essenciais para a regulação de diversas funções corporais, são medicamentos amplamente utilizados no tratamento de diversas condições médicas. Estes compostos são produzidos naturalmente pelo corpo, desempenhando papéis cruciais na modulação do sistema imunológico, no metabolismo e na resposta ao estresse

Entretanto, quando necessário, os corticosteróides podem ser sinteticamente produzidos para intervenções médicas. Sua versatilidade os torna eficazes no controle de inflamações, alergias, doenças autoimunes e diversos distúrbios, proporcionando alívio e melhor qualidade de vida para muitos pacientes. É crucial, no entanto, utilizar esses medicamentos sob orientação médica, pois seu uso inadequado ou prolongado pode acarretar efeitos colaterais indesejados. Consulte sempre o seu profissional de saúde para determinar a dosagem apropriada e a duração do tratamento para garantir benefícios terapêuticos sem comprometer a sua saúde geral.

Para que o uso de corticoide é indicado?


Os corticosteróides sintéticos desempenham um papel vital no campo da medicina, especialmente no tratamento de condições inflamatórias e imunológicas. Estes medicamentos são fundamentais no controle de doenças autoimunes, alergias, asma, artrite e diversas outras condições em que a inflamação e a resposta imunológica exacerbada desempenham papéis prejudiciais. 

Além disso, os corticosteróides são ferramentas valiosas na redução da dor e do inchaço associados a lesões e intervenções cirúrgicas. Sua eficácia deriva da capacidade de modular a resposta imunológica e reduzir a inflamação, promovendo alívio sintomático e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. 

Por que seu uso excessivo de corticoide pode fazer mal à pele?


Apesar dos inúmeros benefícios dos corticosteróides, é crucial destacar suas contra indicações e potenciais efeitos colaterais. O uso desses medicamentos é desaconselhado em casos de infecções ativas, diabetes não controlada, úlceras estomacais, hipertensão arterial e osteoporose, uma vez que podem agravar essas condições preexistentes. 

Além disso, o uso prolongado de corticosteróides está associado a uma série de efeitos adversos, incluindo um aumento significativo no risco de infecções devido à supressão do sistema imunológico. O ganho de peso, fraqueza muscular, alterações no humor e o aumento da pressão arterial são preocupações comuns associadas ao uso prolongado desses medicamentos. 

Nunca utilize esse tipo de medicamento sem prescrição médica Apenas ele pode fazer uma indicação de produtos que seja totalmente segura para você garantir que os benefícios terapêuticos sejam otimizados, enquanto os riscos potenciais são devidamente gerenciados e monitorados. A individualização do tratamento, levando em consideração a condição médica específica e as características do paciente, é essencial para uma abordagem segura.

Quais são as reações que o corticoide pode causar à pele?


O afinamento da pele, formação de estrias, acne, vermelhidão, coceira e aumento da sensibilidade ao sol são reações que podem ser desencadeadas pelo uso prolongado ou em doses elevadas de corticosteróides. O afinamento é resultante da redução na produção de colágeno, uma proteína essencial para a firmeza e elasticidade da pele. As estrias surgem devido à fragilização da derme, levando ao rompimento de fibras elásticas. 

Já a acne pode ser desencadeada pela obstrução dos poros, resultando em lesões inflamatórias. A vermelhidão e a coceira são sinais de irritação cutânea associados ao uso excessivo desses medicamentos. Além disso, o aumento da sensibilidade ao sol é devido à supressão da resposta imunológica da pele, tornando-a mais suscetível aos danos causados pelos raios UV. Portanto, é crucial usar corticosteróides com moderação, sob supervisão médica, e seguir as instruções para minimizar esses efeitos adversos. 

Como evitar esses efeitos do corticóide na pele?


Além de seguir as orientações médicas sobre dosagem e duração do tratamento, é crucial adotar medidas específicas para minimizar os efeitos colaterais dos corticosteroides na pele. No caso dos corticosteroides tópicos, como cremes e pomadas, a aplicação deve ser restrita a áreas específicas da pele e por um tempo limitado, evitando seu uso em grandes extensões ou por períodos prolongados. 

O acompanhamento regular com um profissional de saúde é fundamental para monitorar a resposta da pele ao tratamento. O uso de protetor solar diariamente é uma prática indispensável para proteger a pele dos efeitos nocivos do sol, especialmente quando exposta a tratamentos com corticosteróides, uma vez que esses medicamentos podem aumentar a sensibilidade da pele aos raios ultravioleta. Adotar essas precauções contribui para garantir sucesso no tratamento, reduzir os riscos de efeitos adversos e manter a saúde da pele durante o processo terapêutico.

Qual a diferença entre corticóide e anti-inflamatório?


É importante destacar que os corticosteróides não são os mesmos que anti-inflamatórios. Os anti-inflamatórios são medicamentos que reduzem a inflamação no corpo, mas eles agem de maneira diferente dos corticosteróides. Os anti-inflamatórios mais comuns são os medicamentos não esteróides, como o ibuprofeno e o naproxeno. Eles são frequentemente usados para tratar dores e inflamações leves a moderadas.

Quais são os tipos de corticoides?


Glicocorticóides são o tipo mais comum de corticoides. Eles são produzidos naturalmente pelas glândulas adrenais do corpo e ajudam a regular várias funções corporais, incluindo o sistema imunológico, metabolismo e resposta ao estresse. Glicocorticóides sintéticos, como prednisona e dexametasona, são frequentemente prescritos para reduzir a inflamação e suprimir o sistema imunológico em casos de doenças autoimunes, alergias, asma, artrite e outras condições


Já os mineralocorticóides regulam principalmente o equilíbrio de eletrólitos e fluidos no corpo. Eles também são produzidos naturalmente pelas glândulas adrenais e incluem hormônios como a aldosterona. Mineralocorticóides sintéticos, como a fludrocortisona, podem ser prescritos para tratar condições como a doença de Addison, que é caracterizada pela produção insuficiente de mineralocorticóides naturais.

Quais são os remédios que são corticoides?


Os corticoides estão presentes em boa parte das farmácias espalhadas por todo o país, e podem ser encontradas pelos nomes Prednisona, Dexametasona, Hidrocortisona, Betametasona, Triancinolona e Fludrocortisona e podem ser encontrados em diferentes formas, como comprimidos, cremes, pomadas, injeções e sprays nasais. Eles são frequentemente prescritos para tratar uma variedade de condições médicas, como inflamação, alergias, asma, artrite, doenças autoimunes e distúrbios hormonais.

 

Quanto tempo uma pessoa pode tomar corticoide?


A duração do tratamento com corticosteróides pode ser muito variável, dependendo da condição médica específica que está a ser tratada, da gravidade da condição e da resposta individual do doente à medicação. Algumas doenças podem exigir a utilização de corticosteróides a curto prazo, durante apenas alguns dias ou semanas, enquanto outras podem exigir uma utilização a longo prazo, que se estende por vários meses ou mesmo anos.

Para que o uso de corticoide é indicado?

 

  • Doenças da pele: A dermatite, o eczema e a psoríase são doenças da pele caracterizadas por inflamação, comichão e vermelhidão. Os corticosteróides tópicos podem ajudar a aliviar estes sintomas, reduzindo a inflamação nas áreas afetadas.
  • Doenças auto-imunes: Doenças como o lupus, a esclerose múltipla e a artrite reumatoide provocam um ataque do sistema imune aos tecidos do próprio corpo. Nestes casos, os corticosteróides podem ajudar a reduzir a inflamação e a suprimir a resposta do sistema imunitário que está demasiado ativo.
  • Distúrbios endócrinos: Em casos de insuficiência supra renal, como a doença de Addison, podem ser prescritos corticosteróides para substituir as hormonas que o corpo não está a produzir adequadamente.
  • Alergias e asma: Os corticosteróides ajudam a controlar os sintomas das alergias sazonais, da rinite alérgica e da asma, reduzindo a inflamação e diminuindo a resposta do sistema imune que contribui para estas condições.
  • Doenças inflamatórias: As doenças inflamatórias do intestino, como a colite ulcerosa e a doença de Crohn, envolvem inflamação no trato digestivo. Os corticosteróides podem ser utilizados para diminuir esta inflamação e aliviar seus sintomas.

O clube de vantagens

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 08 de Novembro de 2017
Modificada em: 14 de Dezembro de 2023

 

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palavra do dermatologista

DRA. FLÁVIA RAVELLI
CRM: 129724

Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Chefe do Departamento de Dermatologia do Complexo Hospitalar ProMatre/Santa Joana - SP. É assistente do Departamento de Dermatologia da Universidade de Santo Amaro - UNISA/SP e co-Coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD gestão 2015-2016. Além disso, é pós-graduada em Medicina Baseada em Evidências pela UNIFESP-SP.
 
 
 

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DRA. FLÁVIA RAVELLI
CRM: 129724

Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Chefe do Departamento de Dermatologia do Complexo Hospitalar ProMatre/Santa Joana - SP. É assistente do Departamento de Dermatologia da Universidade de Santo Amaro - UNISA/SP e co-Coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD gestão 2015-2016. Além disso, é pós-graduada em Medicina Baseada em Evidências pela UNIFESP-SP.
 
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