O Brasil vive um momento sem precedentes na relação com o peso corporal — e, junto dele, cresce a conversa sobre flacidez, especialmente entre quem usa agonistas de GLP-1 para emagrecer. Neste conteúdo, o Dermaclub reúne o que a ciência mais recente já confirma (e o que ainda está em investigação) sobre a relação entre GLP-1, emagrecimento e flacidez — além de caminhos práticos para cuidar da pele nessa fase.
O emagrecimento — inclusive quando acelerado por medicamentos como os agonistas de GLP-1 — pode trazer flacidez como consequência, porque a pele perde parte da sustentação que tinha quando havia mais tecido adiposo por baixo dela. Perdas de peso rápidas e volumosas afetam diretamente a matriz que sustenta o colágeno e a elastina. Fatores como velocidade do emagrecimento, nutrição adequada e cuidados com a pele influenciam o quanto essa flacidez vai aparecer.
Confira neste artigo:
- GLP-1 e emagrecimento acelerado: o que a ciência diz sobre a pele
- O que os estudos mostram sobre pele e grandes perdas de peso
- Como minimizar a flacidez durante o emagrecimento: nutrição e atividade física
- Qual o melhor colágeno para flacidez? O papel do cuidado tópico
- Cuidando da pele durante o emagrecimento: o que fica dessa combinação
Emagrecimento no Brasil: um cenário em transformação
Segundo o Vigitel 2023, do Ministério da Saúde, a prevalência de excesso de peso na população adulta brasileira saltou de 42,6% em 2006 para 61,4% em 2023 — a primeira vez na série histórica da pesquisa em que a proporção de pessoas com sobrepeso superou a de pessoas com peso considerado normal. A obesidade especificamente também dobrou no período, passando de 11,8% para 24,3%, com destaque para a faixa de 25 a 34 anos, onde esse crescimento foi ainda mais acentuado. Entre mulheres, a obesidade já ultrapassa 26%, praticamente o dobro do registrado em 2006.
Esse cenário ajuda a explicar por que o interesse por tratamentos de emagrecimento — incluindo os agonistas de GLP-1 — cresceu tanto nos últimos anos. Junto com esse crescimento, veio também uma preocupação recorrente entre quem passa por perdas de peso rápidas e volumosas: a flacidez, que aparece quando a pele perde a capacidade de se retrair no mesmo ritmo em que o volume corporal diminui. Isso tem relação direta com a elasticidade da derme — a camada onde vivem o colágeno e a elastina, responsáveis por dar sustentação e capacidade de "voltar ao lugar" depois de esticada.
Quando a perda de peso é rápida e volumosa, a pele simplesmente não tem tempo hábil de se remodelar no mesmo ritmo, e o resultado é a sensação de excesso de pele, sobretudo em rosto, braços, abdômen e região interna das coxas.
Em poucas palavras
- O emagrecimento no Brasil cresce em ritmo acelerado — mais da metade da população adulta já vive com excesso de peso, o que impulsiona a busca por tratamentos como os agonistas de GLP-1.
- Flacidez não é só "pele sobrando" — é como esvaziar um colchão de ar: a capa (pele) demora para se adaptar ao novo volume interno.
- A velocidade do emagrecimento importa — perdas rápidas dão menos tempo para a pele se ajustar, como tentar remendar um tecido enquanto ele ainda está sendo esticado.
- GLP-1 não parece atacar a pele diretamente — as evidências mais recentes apontam que o problema está mais ligado à velocidade da perda de peso do que ao medicamento em si.
- Nutrição tem papel comprovado na prevenção da flacidez — proteína suficiente, com orientação profissional, ajuda a preservar massa magra durante o emagrecimento.
- O cuidado tópico é parte do combo, não a solução isolada — ativos que estimulam colágeno ajudam a sustentar a pele, mas funcionam melhor combinados com nutrição e acompanhamento profissional.
A flacidez surge porque a pele perde sustentação estrutural mais rápido do que consegue se adaptar ao novo volume corporal, especialmente em perdas de peso rápidas e acentuadas.
GLP-1 e emagrecimento acelerado: o que a ciência diz sobre a pele
Os agonistas de GLP-1 (como a semaglutida) e os agonistas duais GLP-1/GIP (como a tirzepatida) mudaram a história do tratamento da obesidade nos últimos anos, possibilitando perdas de peso que em estudos clínicos superam 20% em parte dos pacientes — resultado antes só alcançado com cirurgia. Esse avanço no emagrecimento trouxe à discussão um efeito colateral observado por parte de quem usa esses medicamentos: a flacidez acentuada, popularmente chamada de "Ozempic Face" quando aparece no rosto.
Uma publicação recente sugeriu que esses medicamentos poderiam agir sobre receptores presentes em diferentes células da pele — incluindo células-tronco derivadas do tecido adiposo e, de forma mais indireta, os fibroblastos —, possivelmente contribuindo para o envelhecimento cutâneo. Mas é importante trazer o quadro completo: uma revisão sistemática de 2025, publicada no periódico Diseases, reuniu 51 estudos sobre efeitos dermatológicos dos agonistas de GLP-1 e não encontrou dados conclusivos sobre perda de densidade dérmica, colágeno ou elastina causada diretamente pelo medicamento. Um dos motivos é a escassez de estudos com biópsia ou comprovação histológica até o momento.
Mais surpreendente ainda: estudos em cultura de fibroblastos mostraram que a semaglutida pode reduzir o estresse oxidativo e favorecer a regeneração celular, sugerindo um efeito potencialmente benéfico sobre cicatrização. Isso torna a hipótese mais plausível a de que a flacidez esteja ligada à perda de peso acentuada em si — e não a um efeito direto e prejudicial da molécula sobre a pele.
Não necessariamente. A flacidez está mais associada à velocidade e à magnitude da perda de peso do que ao uso do medicamento em si — pessoas que emagrecem de forma mais gradual, com preservação de massa magra, tendem a ter menos impacto na firmeza da pele.
O que os estudos mostram sobre pele e grandes perdas de peso
Já existem dados mais sólidos sobre o que acontece com a pele quando o emagrecimento é volumoso, independentemente do método usado para chegar lá. Um estudo histológico publicado em 2024 na revista Obesity Surgery comparou pacientes com grande perda ponderal por via cirúrgica e não cirúrgica, e encontrou redução de colágeno em ambos os grupos — a diferença estatisticamente significativa apareceu nas fibras elásticas, que se mostraram ainda mais desorganizadas e reduzidas no grupo que passou por cirurgia bariátrica. Esse achado reforça a ideia central deste conteúdo: não é só o emagrecimento em si que importa para a saúde da pele, mas também sua velocidade e magnitude.
Outro dado do mesmo contexto: estima-se que cerca de 70% da perda de peso obtida com a tirzepatida venha da redução do tecido adiposo total, incluindo o tecido adiposo subcutâneo — justamente a camada que funciona como um "colchão" de sustentação para a pele. Isso ajuda a explicar por que a perda desse volume específico impacta tanto na aparência de firmeza durante o emagrecimento.
Como minimizar a flacidez durante o emagrecimento: nutrição e atividade física
Para reduzir o impacto estético do emagrecimento, a recomendação de especialistas é um olhar multidisciplinar, com foco especial em atividade física e aporte proteico adequado. Isso porque preservar a massa magra (músculo) é um dos fatores mais importantes para minimizar a sensação de flacidez, independentemente de o emagrecimento ser feito com ou sem apoio de medicamentos como o GLP-1.
A quantidade de proteína necessária varia de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como peso corporal, nível de atividade física e objetivo do tratamento — por isso, o ideal é que essa estratégia nutricional seja construída com uma equipe profissional, como nutricionista e médicos, priorizando a preservação de massa magra durante todo o processo de emagrecimento. Além da proteína, alguns recursos costumam ser mencionados na literatura de nutrição esportiva como aliados nesse contexto — como creatina, HMB (derivado da leucina) e BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada) —, mas a indicação, a dose e a real necessidade de cada um devem ser sempre avaliadas por um profissional, já que dependem do histórico de saúde e dos objetivos individuais de cada pessoa.
Essa combinação de nutrição adequada e exercícios de resistência (musculação), sempre orientada por acompanhamento profissional, é apontada como uma estratégia relevante para preservar massa magra e otimizar a composição corporal durante o emagrecimento.
Proteína evita flacidez durante o emagrecimento?
Ajuda a reduzir o impacto, mas não elimina completamente a flacidez. A ingestão proteica adequada preserva massa magra, o que contribui para uma composição corporal mais firme, mas fatores como velocidade do emagrecimento, idade e genética também influenciam o resultado final na pele. Por isso, o acompanhamento nutricional individualizado é sempre a recomendação mais segura.
Falar sobre emagrecimento, GLP-1 e cuidado com a pele é assunto recorrente aqui no Dermaclub — para acompanhar mais conteúdos assim, com dicas práticas sobre essa fase de transição do corpo, é só entrar no Canal de Transmissão do Dermaclub no Instagram. Ali compartilhamos novidades e curiosidades sobre skincare direto no feed, sem enrolação.
Qual o melhor colágeno para flacidez? O papel do cuidado tópico
Não existe "o melhor colágeno" isolado — a resposta mais honesta é que o resultado depende da combinação entre tecnologia do produto, constância de uso e os cuidados internos (nutrição e atividade física) que vimos acima. Dito isso, alguns ativos tópicos têm respaldo científico consistente para estimular a produção de colágeno na pele e ajudar a sustentar a firmeza durante o emagrecimento.
É aqui que entra a tecnologia Co-Bonding, presente na linha Liftactiv Collagen Specialist 16, da Vichy. Segundo dados técnicos da marca, essa tecnologia demonstrou estímulo de até 4,5 vezes mais colágeno em teste laboratorial (imunofluorescência em cultura de fibroblastos), e em estudo clínico com uso do sérum por 12 semanas, resultados perceptíveis já a partir de 2 semanas em quesitos como linhas finas, radiância, tonicidade, rugas, ptose (queda) e densidade da pele.
Cada formato da linha atende uma necessidade diferente da rotina:
- Dor: pele com perda geral de firmeza no rosto durante o emagrecimento.
O que procurar: um produto com tecnologia que estimule múltiplas famílias de colágeno de forma comprovada. O Sérum Liftactiv Collagen Specialist 16 é o produto testado no estudo mencionado acima, com resultados perceptíveis a partir de 2 semanas de uso contínuo — pode ajudar a sustentar a pele nessa fase de transição corporal.
- Dor: rotina que peça algo mais rico, para peles que sentem mais ressecamento durante o emagrecimento.
O que procurar: uma versão mais emoliente da mesma tecnologia. O Creme Liftactiv Collagen Specialist 16 reúne a Co-Bonding com colágeno recombinante e niacinamida — costuma ser útil para quem busca mais hidratação junto do cuidado firmador.
- Dor: Cuidado com a firmeza e qualidade da pele para os primeiros sinais de evenlhecimento
O que procurar: uma textura em gel com efeito tensor imediato. O Liftactiv Collagen 16 Collagel é uma opção interessante por entregar sensação de firmeza já na primeira aplicação, com toque seco e matte que também trata poros e a oleosidade da pele.
- Dor: perda de volume ao redor dos olhos, uma das áreas mais sensíveis durante o emagrecimento.
O que procurar: um produto específico para a região periorbital. O Liftactiv Collagen Specialist 16 Olhos combina a Co-Bonding com ativos direcionados a essa área mais fina, podendo ajudar a atenuar rugas periorbitais, bolsas e olheiras que costumam se acentuar nessa fase.
Cuidando da pele durante o emagrecimento: o que fica dessa combinação
O emagrecimento, com ou sem o uso de GLP-1, é hoje uma realidade para uma parcela crescente da população brasileira — e a flacidez, quando aparece, não tem uma solução única. Talvez esse seja o ponto mais importante deste conteúdo: velocidade do emagrecimento, preservação de massa magra através da nutrição e atividade física, e o cuidado tópico com a pele são peças de um mesmo quebra-cabeça, não alternativas isoladas. Quem consegue alinhar essas frentes ao mesmo tempo, com acompanhamento profissional adequado, tende a atravessar essa fase de transição corporal com resultados mais consistentes na pele.
Manter esse cuidado como parte da rotina fica mais fácil quando ele se conecta a algo maior: no Dermaclub, as compras em marcas parceiras como CeraVe, SkinCeuticals, Vichy e La Roche-Posay se transformam em pontos, que podem ser trocados por produtos reais na Loja de Resgate. O cadastro é gratuito, e conforme os níveis do clube avançam, benefícios extras são desbloqueados, como acesso antecipado a campanhas e novidades das marcas — um jeito de tornar esse cuidado contínuo, principalmente numa fase em que ele faz tanta diferença.





