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Foto de uma pele com melasma, uma condicao caracterizada por manchas escuras no rosto, comum durante a gravidez.

Melasma: o que é, causas, tipos e tratamentos que realmente funcionam

Entenda o que é melasma, como identificar cada tipo, quais são as causas e quais opções de tratamento existem para as manchas.
Creation Date: 22 mar 2018
Update Date: 10 jun 2026

O melasma é uma das condições de pele mais pesquisadas no Brasil — e também uma das mais cercadas de dúvidas. Aqui no Dermaclub, recebemos com frequência perguntas sobre como identificá-lo, o que o provoca e quais opções existem para quem quer entender e cuidar dessa condição com mais informação. Diferente do que muitos imaginam, o melasma não tem solução única nem caminho idêntico para todas as pessoas: é uma condição crônica, com múltiplos fatores envolvidos, que responde de forma diferente a cada abordagem.

Este artigo explica o que é o melasma, como ele se classifica, o que provoca e intensifica as manchas, quais estratégias de cuidado e tratamento existem — do cosmético ao clínico — e como distingui-lo de outras condições que podem se parecer com ele, tudo com informação embasada e sem prometer resultados que dependem de variáveis individuais.

Resumo: O melasma é uma condição cutânea crônica caracterizada por manchas escuras ou acastanhadas no rosto, causadas pelo excesso de melanina produzida pelos melanócitos. É mais comum em pessoas com pele morena a escura e tem como principais gatilhos a exposição solar e as mudanças hormonais. O tratamento é possível e envolve múltiplas estratégias.

O que é melasma?

O melasma é uma condição cutânea crônica caracterizada pelo surgimento de manchas hiperpigmentadas — mais escuras do que o tom natural da pele — principalmente no rosto. Essas manchas se formam quando os melanócitos (as células da pele responsáveis por produzir melanina, o pigmento que dá cor à pele e protege contra o sol) são estimulados de forma excessiva e passam a produzir melanina em quantidade irregular em determinadas áreas.

Uma característica que ajuda a identificar o melasma é o seu padrão de distribuição: as manchas costumam aparecer de forma simétrica, ou seja, em regiões correspondentes nos dois lados do rosto — como ambas as bochechas, a testa inteira ou o lábio superior. Essa simetria, junto com a localização nas áreas de maior exposição solar, é um dos elementos que o dermatologista observa no diagnóstico visual da condição. As manchas podem ser marrons, marrom-acinzentadas ou, em alguns casos, com tonalidade azulada — dependendo da profundidade do pigmento.

O melasma é benigno — não causa dor, não representa risco à saúde física e não é contagioso. Ainda assim, por ser uma condição visível e persistente, pode gerar desconforto emocional para algumas pessoas. Entender o que está acontecendo e quais opções existem é o que permite fazer escolhas informadas sobre como — e se — se quer tratar.

A condição é muito mais prevalente em mulheres do que em homens, com estimativas que apontam para 80 a 90% dos casos no sexo feminino. É mais comum em fototipos intermediários — peles morenas que bronzeiam com facilidade, classificadas como Fitzpatrick III e IV (uma escala que categoriza os tipos de pele de acordo com sua resposta à exposição solar). Homens também podem desenvolver melasma, representando cerca de 10% dos casos; nesses casos, os fatores raciais, genéticos e a exposição solar têm mais peso do que as alterações hormonais, que são o principal gatilho feminino.

Em poucas palavras:

  • O melasma é um excesso de pigmento, não uma infecção: os melanócitos (as células responsáveis pela produção de pigmento) ficam superativados em certas áreas, produzindo mais melanina do que o necessário — como um interruptor de luz que não consegue ser desligado completamente.
  • É uma condição crônica, não temporária: pode ser controlado com tratamento adequado, mas tende a reaparecer se os fatores desencadeantes não forem gerenciados de forma contínua.
  • O sol é o principal agravante: mesmo em dias nublados, a radiação UV estimula a produção de melanina e pode intensificar as manchas existentes — daí a fotoproteção ser a base de qualquer estratégia de tratamento.
  • Os tipos variam pela profundidade do pigmento: o melasma epidérmico (superficial) responde melhor ao tratamento do que o dérmico (profundo), e entender essa diferença é fundamental para ajustar as expectativas.
  • Não existe um único tratamento definitivo: a abordagem mais eficaz combina fotoproteção rigorosa, ativos tópicos específicos e, em alguns casos, procedimentos dermatológicos — sempre com acompanhamento profissional.
  • A fotoproteção não é opcional: é a base insubstituível de qualquer tratamento. Sem ela, qualquer ativo clareador perde eficácia progressivamente.
O que é melasma?
Melasma é uma condição cutânea crônica em que os melanócitos produzem melanina em excesso em áreas específicas da pele, formando manchas escuras ou acastanhadas, geralmente com padrão simétrico no rosto. É benigno, mais comum em mulheres com pele morena a escura, e tem como principais gatilhos a exposição solar e as alterações hormonais.

Quais são os tipos de melasma?

A classificação do melasma leva em conta a profundidade em que o excesso de pigmento está depositado na pele. Essa distinção importa na prática porque define, em grande parte, como a condição responde aos diferentes tipos de tratamento — tanto os cosméticos quanto os clínicos. O diagnóstico do tipo é feito por dermatologista, frequentemente com o auxílio do dermatoscópio (uma espécie de lupa com iluminação especial que permite visualizar a pele em camadas) ou da lâmpada de Wood (que emite luz ultravioleta e revela a profundidade do pigmento pela diferença na fluorescência).


Melasma epidérmico

No melasma epidérmico, o excesso de melanina está concentrado na epiderme — a camada mais superficial da pele, em contato com o ambiente externo. As manchas costumam ter bordas bem definidas, coloração marrom escura e tendem a responder de forma mais satisfatória aos tratamentos tópicos e procedimentos estéticos. Sob a lâmpada de Wood, esse tipo se destaca com mais nitidez, o que facilita o diagnóstico.


Melasma dérmico

No melasma dérmico, o pigmento está depositado na derme — a camada mais profunda da pele, onde ficam o colágeno, a elastina e os vasos sanguíneos. As manchas costumam ter bordas menos definidas, coloração marrom clara ou acinzentada, e respondem de forma mais limitada aos tratamentos convencionais. Por estar mais profundo na estrutura da pele, o acesso dos ativos tópicos é menor, e os resultados tendem a ser mais graduais e menos expressivos.


Melasma misto

O tipo mais comum é o melasma misto, que combina componentes epidérmicos e dérmicos. Há pigmento tanto nas camadas superficiais quanto nas mais profundas, o que torna a abordagem mais complexa. A resposta ao tratamento é variável: as áreas epidérmicas respondem melhor; as dérmicas são mais resistentes. É por isso que o acompanhamento dermatológico é especialmente importante nesse tipo — a personalização do protocolo faz diferença real no resultado.

Qual tipo de melasma responde melhor ao tratamento?
O melasma epidérmico, com pigmento na camada superficial da pele, tende a responder de forma mais satisfatória aos tratamentos tópicos e procedimentos. O melasma dérmico, com pigmento em camadas mais profundas, é mais resistente. O tipo misto — o mais prevalente — tem resposta variável e geralmente exige abordagem combinada e acompanhamento dermatológico.

O que causa o melasma no rosto?

O melasma não tem uma causa única e isolada — é o resultado de uma interação entre predisposição genética, fatores hormonais e estímulos ambientais, especialmente a radiação solar. Entender esses gatilhos é fundamental para qualquer estratégia de manejo, porque controlar os fatores desencadeantes é tão importante quanto tratar as manchas já formadas.

Exposição solar e luz visível
A radiação ultravioleta (UV) é o principal estímulo para a produção de melanina — ela ativa os melanócitos como mecanismo de defesa contra o dano solar. No melasma, essa ativação ocorre de forma exagerada e localizada. Um detalhe importante e frequentemente subestimado: não é apenas o sol direto que agrava o melasma. A luz visível — inclusive a emitida por telas de smartphones, computadores e iluminação artificial intensa — e a radiação infravermelha também podem estimular a produção de melanina, especialmente em fototipos mais escuros. Por isso, a fotoproteção precisa ir além do FPS convencional.

Alterações hormonais: gravidez e contraceptivos
O melasma é frequentemente chamado de "máscara da gravidez" — ou cloasma gravídico — porque a elevação dos níveis de estrogênio, progesterona e do hormônio melanotrófico durante a gestação é um dos gatilhos mais conhecidos. Estima-se que até 50% das mulheres desenvolvam algum grau de melasma durante a gravidez. O cloasma pode aparecer não apenas no rosto, mas também em outras áreas do corpo como a linha alba (a linha vertical que aparece na barriga durante a gestação), aréola, axilas e virilha.

O uso de contraceptivos orais pode provocar o mesmo fenômeno: quando a pílula causa ou intensifica manchas, a revisão da escolha contraceptiva com orientação conjunta de ginecologista e dermatologista pode ser parte importante do manejo — porque tratar as manchas sem remover o gatilho hormonal limita os resultados. A terapia de reposição hormonal (TRH) também está associada ao surgimento ou à piora do melasma em mulheres na menopausa.

Predisposição genética
Ter histórico familiar de melasma aumenta de forma significativa a probabilidade de desenvolvê-lo. A genética influencia tanto a quantidade de melanócitos quanto a sua sensibilidade aos estímulos hormonais e solares.

Fototipo e tom de pele
Pessoas com fototipos intermediários — pele morena, que bronzeia com facilidade mas também pode queimar — têm maior prevalência de melasma. Nesses fototipos os melanócitos são mais reativos à estimulação solar sem chegar a uma autorregulação eficiente.

Outros fatores
Estresse oxidativo, deficiência de zinco, uso de certos medicamentos (como anticonvulsivantes), alterações da tireoide e cosméticos com fragrâncias fotossensibilizantes (que tornam a pele mais reativa à luz) são fatores associados ao melasma em alguns estudos, embora com menor peso do que a tríade hormônios-sol-genética.


Como tratar o melasma no rosto

O tratamento do melasma envolve um conjunto de estratégias que, juntas, produzem resultados melhores do que qualquer abordagem isolada. Não existe uma solução única que "cure" o melasma — a condição pode ser controlada, as manchas podem clarear de forma significativa, mas o gerenciamento contínuo dos fatores desencadeantes é o que sustenta os resultados a longo prazo.

O papel central da fotoproteção: Antes de qualquer ativo ou procedimento, a fotoproteção é a medida mais importante no manejo do melasma — tanto para evitar a piora quanto para permitir que os tratamentos façam efeito. Um produto clareador aplicado todas as manhãs enquanto a pele fica exposta ao sol sem proteção perde grande parte de sua eficácia, porque o estímulo solar reativa os melanócitos continuamente.

Para o melasma, a fotoproteção ideal vai além do FPS convencional: inclui proteção contra luz visível e radiação infravermelha, além de UVA e UVB. Protetores solares com cor têm uma vantagem específica nesse contexto: os pigmentos presentes na fórmula (como os óxidos de ferro) formam uma barreira adicional contra a luz visível que protetores incolores não oferecem. O Anthelios Ultra Cover FPS 60 da La Roche-Posay é uma opção relevante nesse contexto: com FPS 60 de amplo espectro e acabamento uniforme com cobertura leve, combina fotoproteção de alta performance com a praticidade de um produto que pode substituir uma base leve — para quem deseja essa cobertura. A escolha de usá-lo como produto de cobertura é pessoal, não uma exigência.

Ativos cosméticos para o manejo do melasma
No universo cosmético (sem prescrição), os ativos com mais evidência para a hiperpigmentação incluem niacinamida, ácido tranexâmico, ácido kójico, vitamina C, ácido azelaico e retinóides em baixa concentração. A eficácia depende da concentração, da formulação e, fundamentalmente, do uso contínuo combinado à fotoproteção.

Para quem busca um sérum voltado especificamente ao melasma e à hiperpigmentação difusa, o Mela B3 Double Dose da La Roche-Posay pode ser uma opção interessante a considerar. A fórmula combina o Melasyl™ — um ingrediente exclusivo desenvolvido ao longo de 18 anos de pesquisa, que intercepta a produção de melanina antes que ela se converta em mancha visível — com 10% de niacinamida, que atua na transferência de melanina para as células superficiais e uniformiza o tom. A associação dos dois ativos tem foco duplo: reduzir as manchas existentes e inibir a formação de novas. Em estudos, resultados visíveis foram observados a partir de 2 semanas de uso, com correção mais expressiva em 4 semanas. Por conter retinyl palmitate (derivado da vitamina A), não é indicado para gestantes ou lactantes.

Para quem lida com manchas mais resistentes — incluindo melasma, discromias pós-inflamatórias e manchas solares consolidadas —, o Discoloration Defense da SkinCeuticals pode ser uma alternativa relevante. A fórmula é hidroquinona-free e combina quatro ativos em concentrações específicas: 3% de ácido tranexâmico (que reduz a recorrência das manchas ao modular as vias de sinalização entre os melanócitos e os queratinócitos — as células que recebem e "exportam" a melanina para a superfície), 1% de ácido kójico (clareador por inibição da tirosinase — a enzima que converte aminoácidos em melanina), 5% de niacinamida e 5% de HEPES (um esfoliante suave que ativa enzimas naturais da pele para promover renovação celular de forma gradual). Essa combinação tem foco no clareamento de manchas consolidadas e na prevenção da recorrência.

Tratamentos clínicos
Em casos de melasma moderado a intenso, ou quando os cosméticos não produzem a resposta esperada, o dermatologista pode indicar tratamentos com agentes prescritos — como a hidroquinona, tretinoína ou formulações combinadas — e procedimentos como peelings químicos, laser não ablativo de baixa fluência e microagulhamento. Esses tratamentos devem ser sempre realizados ou prescritos por um profissional habilitado, pois o melasma pode paradoxalmente piorar com tratamentos muito agressivos, especialmente em peles mais escuras.


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Como evitar que o melasma se espalhe?

Evitar que o melasma se intensifique ou se espalhe é, em grande parte, uma questão de gerenciar os fatores desencadeantes de forma consistente. As medidas preventivas se sobrepõem às medidas de tratamento — o que funciona para não piorar também favorece o clareamento gradual.

Fotoproteção todos os dias, não só em dias de sol: A radiação UV chega à pele mesmo em dias nublados, e a luz visível — de telas e ambientes com iluminação artificial intensa — pode estimular a melanina em fototipos mais escuros. O protetor solar com FPS alto e amplo espectro precisa ser parte da rotina diária, com reaplicação a cada 2 horas em dias de exposição prolongada. Para quem tem melasma, protetores solares com cor oferecem uma camada extra de proteção contra a luz visível que os protetores incolores não garantem — os pigmentos na fórmula atuam como uma barreira física adicional contra essa faixa do espectro luminoso. Complementar com barreiras físicas — chapéus de aba larga, óculos com proteção UV e roupas com fator de proteção — potencializa os resultados.

Evitar o calor direto e prolongado: A radiação infravermelha (calor) também pode estimular a produção de melanina. Minimizar a exposição ao sol nos horários de maior incidência (entre 10h e 16h) é especialmente importante durante períodos de tratamento ativo.

Cuidado com cosméticos fotossensibilizantes: Fragrâncias e alguns ingredientes vegetais presentes em cosméticos podem tornar a pele mais reativa à luz. Prefira formulações sem fragrance e verifique se os ingredientes têm potencial fotossensibilizante antes do uso em períodos de exposição.

Sono, alimentação e estresse oxidativo: Embora não sejam tratamentos para o melasma em si, o sono de qualidade e uma alimentação com presença adequada de antioxidantes (como vitamina C, vitamina E e zinco) contribuem para reduzir o estresse oxidativo — um fator que pode agravar a hiperatividade dos melanócitos. Não se trata de uma solução isolada, mas de um suporte que complementa o cuidado com a pele.

Consistência na rotina de cuidado: O melasma responde à constância, não ao uso ocasional de ativos. Um protocolo simples e mantido é mais eficaz do que uma rotina elaborada aplicada de forma irregular.


Erros mais comuns no manejo do melasma:

  • Interromper o tratamento ao perceber melhora: o melasma tende a reaparecer quando os cuidados são suspensos. A melhora indica que o protocolo está funcionando — não que o trabalho acabou.
  • Usar o protetor solar apenas no verão ou nos dias de sol: a radiação UV e a luz visível estão presentes o ano inteiro. O FPS diário é permanente em quem tem melasma.
  • Usar ativos clareadores sem fotoproteção: qualquer ativo que estimule a renovação celular pode aumentar a sensibilidade da pele ao sol. Usar sem FPS pode piorar as manchas em vez de clareá-las.
  • Esperar resultados rápidos e desistir cedo: o clareamento do melasma é um processo de semanas a meses, não de dias. Abandonar o produto antes de 4 semanas não permite avaliar sua eficácia real.
  • Automedicar com produtos prescritos: hidroquinona e tretinoína têm indicação, concentração e duração de uso que precisam ser definidas por um dermatologista. Uso inadequado pode causar irritação, efeito rebote ou piorar a condição.

Como saber se o tratamento está funcionando? Os primeiros sinais de resposta costumam aparecer em 2 a 4 semanas na forma de suavização da intensidade da cor das manchas. Uma melhora mais perceptível — com redução da área e do contraste em relação à pele ao redor — costuma ser observada entre 8 e 12 semanas de uso consistente. O melasma dérmico pode levar mais tempo para responder, e resultados mais expressivos são observados em 3 a 6 meses. Um marcador importante: se as manchas não estiverem piorando durante períodos de maior exposição solar, o manejo da fotoproteção já está funcionando.


Melasma ou outra mancha? Mitos e verdades para identificar

Uma das maiores dificuldades de quem pesquisa melasma é saber se o que vê no espelho é de fato melasma — ou outra condição que se parece com ela. Algumas confusões são tão comuns que merecem ser abordadas diretamente.

Olheiras são melasma? Não. Olheiras têm origem vascular (vasos sanguíneos visíveis pela pele fina da área), estrutural (perda de volume na região periorbital) ou pigmentar. Quando pigmentares, podem ter causas distintas do melasma. O diagnóstico diferencial é feito pelo dermatologista — olheiras e melasma são condições separadas com abordagens diferentes.

Sardas são melasma? Não. Sardas (efélides) são pontos pequenos, bem delimitados e geralmente de cor uniforme, com forte influência genética e frequentes em peles mais claras. O melasma forma manchas maiores, irregulares, mais difusas e com padrão simétrico no rosto — características que as distinguem visualmente.

Hiperpigmentação pós-inflamatória é melasma? Não. Manchas que surgem após inflamações — como espinhas, depilação com cera, cortes ou procedimentos mal executados — são chamadas de hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI). Podem se parecer com melasma visualmente, mas têm causa diferente e podem responder a tratamentos distintos. O diagnóstico correto é essencial para não tratar a condição errada.

Melasma é a mesma coisa que melanoma? Não — e essa distinção é importante. O melanoma é um tipo de câncer de pele maligno que requer diagnóstico e tratamento médico imediato. O melasma é benigno, não apresenta risco à saúde física e não se transforma em câncer. Qualquer lesão com bordas irregulares, crescimento rápido, sangramento ou mudança de cor deve ser avaliada por um dermatologista com urgência.

Radiação solar é a única causa? Não. O sol é o principal gatilho, mas hormônios, genética, luz visível e alguns medicamentos também podem desencadear ou intensificar o melasma. Por isso, usar protetor solar sem gerenciar outros fatores pode não ser suficiente para controlar completamente a condição.

Como diferenciar melasma de outras manchas no rosto?
O melasma costuma se apresentar como manchas acastanhadas ou acinzentadas, com padrão simétrico (nos dois lados do rosto), em áreas de maior exposição solar. Sardas são pontos menores e bem delimitados; olheiras têm localização específica e origens distintas; hiperpigmentação pós-inflamatória surge após trauma ou inflamação localizada. O diagnóstico preciso é feito pelo dermatologista.

Perguntas frequentes sobre melasma

Melasma tem cura? O melasma não tem cura no sentido de eliminação definitiva e permanente, mas pode ser controlado de forma muito eficaz. Com fotoproteção consistente, ativos adequados e, quando necessário, tratamentos clínicos, as manchas podem clarear de forma significativa e a condição pode ficar praticamente imperceptível. A manutenção dos cuidados é o que sustenta esse resultado ao longo do tempo.

Melasma é a mesma coisa que mancha solar? Não. Manchas solares (lentigos solares) são lesões causadas diretamente pelo acúmulo de exposição UV ao longo dos anos, com pigmento superficial e bem delimitado. O melasma tem origem multifatorial — envolve fatores hormonais, genéticos e solares — e tende a ter padrão de distribuição mais amplo e simétrico no rosto. O diagnóstico diferencial é feito pelo dermatologista.

Posso usar produtos clareadores durante a gravidez? A maioria dos ativos clareadores, incluindo retinoides e alguns ácidos em alta concentração, não é recomendada durante a gestação. O Mela B3 Double Dose da La Roche-Posay, por conter retinyl palmitate, não é indicado para gestantes. A medida mais segura e eficaz durante a gravidez é a fotoproteção rigorosa diária. Converse com seu obstetra e dermatologista antes de usar qualquer produto de tratamento para manchas nesse período.

Quando é hora de consultar um dermatologista para o melasma? A consulta com dermatologista é recomendada quando: você não tem certeza se o que tem é melasma ou outra condição de pele; quando os produtos cosméticos não produzem resultado após 3 meses de uso consistente com fotoproteção; quando as manchas se intensificam rapidamente; quando há suspeita de lesão diferente do melasma (com bordas irregulares ou crescimento rápido); ou quando você quer avaliar tratamentos clínicos como peelings, laser ou medicamentos prescritos. O dermatologista também identifica o tipo de melasma e personaliza o protocolo.

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