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Homem com lesoes avermelhadas e coceira intensa na pele, sintomas de diferentes tipos de eritema

Eritema: os tipos, causas e tratamentos dessa inflamação

Descubra o que é o eritema, seus tipos, sintomas e tratamentos. Aprenda como proteger sua pele e quando buscar ajuda médica.
Creation Date: 23 set 2025
Update Date: 23 set 2025

Você já acordou com manchas vermelhas na pele que não estavam lá quando foi dormir? Ou notou áreas avermelhadas após exposição ao sol ou uso de algum produto? Essas manifestações podem ser um eritema, uma condição dermatológica comum que merece nossa atenção. Neste guia completo, o Dermaclub desvenda os mistérios por trás dessa reação cutânea, seus diferentes tipos e como identificá-los e tratá-los adequadamente.

O que é um eritema?

O eritema é uma reação inflamatória caracterizada pelo avermelhamento da pele, resultado da dilatação dos vasos sanguíneos superficiais (capilares). Essa dilatação permite maior fluxo de sangue para a área afetada — como se as "estradas" da pele ficassem congestionadas de carros vermelhos.

Na prática, o eritema é a forma que o organismo encontra para sinalizar que algo está irritando ou agredindo a pele. Pode ocorrer por motivos simples, como uma queimadura solar, ou estar associado a infecções, alergias ou doenças autoimunes.

Entre as causas mais comuns estão reações alérgicas a medicamentos, alimentos ou cosméticos, infecções virais ou bacterianas, exposição solar intensa e doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico.

O eritema pode se manifestar de forma localizada, afetando apenas uma região específica, ou generalizada, acometendo grandes superfícies do corpo. Em ambos os casos, o quadro costuma incluir sensação de calor, inchaço (edema) e coceira intensa. Em situações mais graves, o desconforto pode ser acompanhado de dor e descamação da pele.


Quais são os tipos de eritema?

O eritema não é uma condição única, mas sim um sintoma que pode se manifestar de diferentes formas. Conhecer os principais tipos ajuda a identificar a causa subjacente e buscar o tratamento mais adequado.

Entre os tipos mais comuns estão:

  • Eritema infeccioso: também conhecido como "quinta doença", é causado pelo parvovírus B19
  • Eritema nodoso: caracterizado por nódulos dolorosos sob a pele
  • Eritema multiforme: reação imunológica que forma lesões em "alvo" .
  • Eritema tóxico: comum em recém-nascidos, com pequenas pústulas avermelhadas
  • Eritema solar: causado pela exposição excessiva aos raios UV
  • Eritema migratório: associado à doença de Lyme

Cada tipo possui características próprias que ajudam os dermatologistas a identificar sua causa e determinar o melhor tratamento.


Eritema infeccioso: causas, sintomas e tratamentos

O eritema infeccioso é uma infecção viral causada pelo parvovírus B19. É mais comum em crianças entre 5 e 15 anos, mas também pode acometer adultos, especialmente mulheres.

Inicialmente, os sintomas são semelhantes a um resfriado: febre baixa, dor de cabeça e mal-estar. Alguns dias depois, surge a erupção facial típica, com manchas vermelhas intensas nas bochechas — como se a criança tivesse levado uma "bofetada", o que explica seu nome popular "doença da bofetada".

Em seguida, podem aparecer manchas rendilhadas no tronco e nos membros, com padrão de rede. A erupção pode desaparecer e reaparecer por vários dias, especialmente após exposição ao calor, ao sol ou ao estresse.

O tratamento do eritema infeccioso é sintomático. Inclui repouso, hidratação adequada, uso de analgésicos para dor e febre e anti-histamínicos para controlar a coceira, se presente. Como a infecção geralmente se resolve espontaneamente em 1 a 3 semanas, a maioria dos casos não requer tratamento específico.

Importante: gestantes não imunes ao parvovírus B19 devem evitar contato com casos suspeitos, pois a infecção pode causar complicações graves para o feto.


Eritema nodoso: o que é e quando se manifesta?

O eritema nodoso é uma forma de inflamação do tecido adiposo subcutâneo (paniculite), caracterizado por nódulos avermelhados, quentes e dolorosos, principalmente nas regiões anteriores das pernas, como as canelas.

Esses nódulos têm tamanho variável, de 1 a 5 cm, e costumam aparecer de forma súbita, podendo regredir espontaneamente em algumas semanas sem deixar cicatrizes.

O eritema nodoso é considerado uma manifestação reativa, ou seja, uma resposta a diferentes condições, como:

  • Infecções (especialmente por estreptococos)
  • Uso de medicamentos, como antibióticos e anticoncepcionais
  • Doenças inflamatórias intestinais (como doença de Crohn e retocolite ulcerativa)
  • Sarcoidose
  • Gravidez

Além dos nódulos, o paciente pode apresentar febre, dor nas articulações (artralgia) e mal-estar.

O tratamento do eritema nodoso inclui repouso, elevação das pernas, uso de compressas frias e medicações anti-inflamatórias não esteroidais (AINEs) para alívio dos sintomas. Quando há identificação de uma causa subjacente, como uma infecção, esta também deve ser tratada.


Eritema multiforme: sintomas e fatores de risco

O eritema multiforme é uma reação imunológica aguda que afeta a pele e, ocasionalmente, as mucosas. Seu nome se deve à variedade de formas que as lesões podem assumir.

A característica mais clássica é a presença de lesões em "alvo" ou "iris", formadas por um centro escurecido, uma área pálida intermediária e uma borda externa vermelha, como um pequeno "alvo de tiro" sobre a pele.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Infecções virais, especialmente pelo vírus herpes simples (responsável por até 90% dos casos)
  • Uso de medicamentos como antibióticos, anticonvulsivantes e anti-inflamatórios
  • Doenças autoimunes

Existem duas formas principais:

  • Eritema multiforme menor: mais leve, geralmente restrito à pele.
  • Eritema multiforme maior: mais grave, com envolvimento de mucosas (boca, olhos, órgãos genitais), podendo evoluir para complicações sérias.

O tratamento envolve suspender o agente causador, usar antivirais (quando relacionado ao herpes), corticosteroides e cuidados de suporte para proteger as mucosas afetadas.


Eritema tóxico: causas e manifestações

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada que acomete cerca de 30% a 70% dos recém-nascidos saudáveis.

Ele se caracteriza pela aparição de pequenas pápulas, pústulas e manchas avermelhadas, geralmente no tronco, rosto e membros. As lesões podem lembrar picadas de inseto, mas não causam desconforto significativo ao bebê.

Normalmente, as manifestações surgem entre o 2º e o 5º dia de vida e desaparecem espontaneamente em até uma semana. A causa ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que seja uma resposta fisiológica da pele ao novo ambiente extrauterino.

O tratamento não é necessário. Orienta-se apenas higiene adequada e tranquilização dos pais, explicando que a condição é passageira e inofensiva.

Bebê com eritema tóxico

 


Como é feito o diagnóstico do eritema?

O diagnóstico do eritema é, na maioria das vezes, clínico, baseado na anamnese detalhada e no exame físico das lesões e manchas.

Durante a consulta, o dermatologista irá investigar:

  • Início, duração e padrão da erupção
  • Histórico de uso de medicamentos recentes
  • Presença de sintomas sistêmicos (febre, dor articular, mal-estar)
  • Exposições recentes (solar, infecciosa, alimentar)

Em casos duvidosos ou graves, podem ser solicitados exames complementares, como:

  • Biópsia de pele: para análise histopatológica
  • Exames laboratoriais: hemograma, provas inflamatórias, sorologias
  • Testes de alergia: quando se suspeita de causa alérgica
  • Teste de Tzanck: para infecções herpéticas

A identificação correta do tipo de eritema e de sua causa é essencial para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações futuras.


Tratamentos disponíveis para cada tipo de eritema

O tratamento do eritema depende diretamente da sua origem — seja ela infecciosa, imunológica ou reacional — e da intensidade dos sintomas. Em muitos casos, a abordagem é sintomática, mas em quadros mais severos ou persistentes, é fundamental tratar a causa.

No caso do eritema infeccioso, o foco está no alívio dos sintomas enquanto o organismo combate o vírus de forma natural. Repouso, hidratação adequada, uso de antitérmicos e analgésicos leves são geralmente suficientes. Quando há coceira, anti-histamínicos podem ser recomendados para melhorar o conforto do paciente.

Já o eritema nodoso exige uma abordagem dupla: é preciso aliviar os sintomas e, sempre que possível, tratar a causa subjacente. Se houver infecção bacteriana, por exemplo, o uso de antibióticos específicos pode ser necessário. Para controlar a dor e a inflamação local, utilizam-se anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), elevação das pernas e compressas frias. Em casos mais graves, o médico pode prescrever corticosteroides.

O tratamento do eritema multiforme varia de acordo com a gravidade. O primeiro passo é suspender o agente desencadeante, como um medicamento ou infecção viral. Se o quadro estiver associado ao vírus herpes simples, pode ser indicado o uso de antivirais, como o aciclovir. Lesões mais amplas ou com envolvimento de mucosas podem exigir o uso de corticosteroides tópicos ou sistêmicos, além de cuidados locais, como hidratação das mucosas e higiene rigorosa.

Por fim, o eritema tóxico neonatal não requer tratamento medicamentoso. Trata-se de uma condição benigna e autolimitada. Os cuidados se restringem à higiene adequada da pele do bebê, com produtos suaves, evitando qualquer substância potencialmente irritante. O mais importante aqui é orientar e tranquilizar os pais sobre a natureza passageira e inofensiva da condição.

A linha Lipikar de La Roche-Posay é uma excelente aliada para quem tem pele sensível, reativa ou propensa a inflamações. Com fórmulas desenvolvidas para restaurar a barreira cutânea e acalmar irritações, ela oferece hidratação profunda e conforto imediato. O destaque vai para o Lipikar Baume AP+M, que combina água termal e niacinamida, ativos que ajudam a reduzir a vermelhidão, reforçar a proteção natural da pele e aliviar o desconforto causado pelo eritema.


Já nos casos de eritema desencadeado pela exposição solar, os protetores solares da linha Anthelios Corporal de La Roche-Posay são a escolha ideal. Com alta proteção contra os raios UVA/UVB e fórmulas hipoalergênicas, ajudam a prevenir reações inflamatórias causadas pela luz solar — especialmente em peles sensíveis ou com histórico de fotossensibilidade.


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Quando o eritema é grave?

Embora a maioria dos eritemas seja benigna e se resolva espontaneamente, alguns casos podem representar um risco mais sério à saúde e exigem atendimento médico imediato. É importante estar atento aos sinais de alerta que indicam que o problema pode ser mais do que uma simples reação inflamatória da pele.

Procure ajuda profissional se houver:

  • Comprometimento de grandes áreas da pele
  • Envolvimento de mucosas (boca, olhos, genitais)
  • Aparecimento de bolhas, descamação ou necrose
  • Febre alta persistente Inchaço no rosto ou dificuldade para respirar
  • Lesões que se espalham rapidamente em poucas horas

Esses sintomas podem estar relacionados a condições mais graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson ou a Necrólise Epidérmica Tóxica. Nessas situações, a pele se comporta como se estivesse "descolando", deixando áreas expostas e vulneráveis. Imagine a pele como uma armadura protetora do corpo: quando ela se rompe, o organismo fica mais suscetível a infecções, desidratação e perda de nutrientes essenciais.

Por isso, não hesite em procurar um dermatologista ou um pronto atendimento diante de qualquer agravamento do quadro. O diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar complicações e garantir um tratamento eficaz.


Como prevenir o surgimento do eritema?

Embora nem todos os tipos de eritema possam ser totalmente prevenidos, adotar alguns cuidados diários pode reduzir bastante o risco de desenvolvimento da condição ou evitar que ela se agrave.

Proteger a pele da radiação solar é essencial. O uso diário de um protetor solar de amplo espectro, como o Anthelios Corporal da La Roche-Posay, ajuda a proteger contra os danos provocados pelos raios UVA e UVB, grandes responsáveis por inflamações e sensibilizações cutâneas. Mesmo em dias nublados ou dentro de ambientes fechados com alta luminosidade, a aplicação do filtro é importante, devendo ser reaplicado a cada duas horas, especialmente após suar ou nadar.

Manter a hidratação da pele também é um passo fundamental. Hidratantes como o Lipikar Baume AP+M de La Roche-Posay fortalecem a função de barreira da pele, deixando-a mais resistente a agressões externas e reduzindo a chance de reações inflamatórias.

Evitar gatilhos conhecidos — como alimentos alergênicos, medicamentos que já provocaram reações no passado e produtos cosméticos com fragrâncias ou corantes — é outro cuidado importante. Optar por roupas de tecidos naturais, como algodão, também ajuda a minimizar irritações por atrito.

Cuidar do sistema imunológico contribui para manter o organismo mais preparado para enfrentar agressores externos. Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas, noites de sono reparadoras e o controle do estresse emocional são aliados poderosos para a saúde da pele.

Para bebês, o cuidado deve ser ainda mais delicado. Utilizar produtos hipoalergênicos, sem fragrâncias e formulados para a pele sensível é essencial para prevenir irritações que possam desencadear quadros de eritema.

Lembre-se: o eritema pode ser o primeiro sinal de que algo não vai bem no organismo. Observar a pele com atenção, adotar medidas de prevenção e buscar orientação médica quando necessário são atitudes fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar.


O eritema, com suas diversas manifestações como manchas vermelhas na pele, pode ser desde uma condição passageira e inofensiva até um sinal de alerta para problemas mais sérios. Conhecer os diferentes tipos, como eritema infeccioso, eritema nodoso, eritema multiforme e eritema tóxico, é fundamental para identificar quando buscar ajuda médica e qual o tratamento mais adequado.

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