Cuidar da pele oleosa e acneica pode ser um desafio, mas encontrar os ativos certos faz toda a diferença. Neste artigo, vamos mergulhar no universo dos ácidos salicílico e LHA, dois poderosos aliados na luta contra a acne, cravos e o excesso de brilho.
Com o conhecimento e as dicas das dermatologistas Dra. Flávia Alvim Sant'Anna Addor (CRM: 66293) e Dra. Gabriella Albuquerque (CRM: 52.71503-4), você descobrirá as diferenças e semelhanças entre esses dois ingredientes, aprendendo como cada um age na pele e qual a melhor opção para o seu tipo de pele. Prepare-se para desvendar os segredos de uma pele mais saudável, radiante e livre de imperfeições, com dicas de especialistas para incorporar esses ativos na sua rotina de cuidados com a pele de forma segura e eficaz. Vamos juntos construir uma jornada rumo à pele dos seus sonhos!
Índice
- O que é o ácido salicílico e como ele age na pele?
- Qual a ligação do ácido salicílico com o LHA?
- Benefícios do ácido salicílico para a pele
- Benefícios do LHA para a pele
- Para quem o LHA é indicado?
- Quando escolher o ácido salicílico e o LHA para sua pele?
- Como introduzir o LHA na rotina de skincare?
- Cuidados com a pele durante o uso do ácido salicílico e do LHA
- Como introduzir os ativos na sua rotina de cuidados com a pele
- Possíveis efeitos colaterais e como evitá-los
- Perguntas frequentes o LHA, derivado do ácido salícilico
- Qual a diferença entre o ácido salicílico e o LHA?
- Posso usar ácido salicílico e LHA juntos?
- Com que frequência devo usar produtos com LHA?
O que é o ácido salicílico e como ele age na pele?
O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido (BHA) com propriedades queratolíticas (esfoliação), anti-inflamatórias e antibacterianas. Na pele oleosa e acneica, ele age de várias maneiras: remove o excesso de sebo, desobstruindo os poros e prevenindo a formação de cravos e espinhas; esfolia a camada superficial da pele, removendo células mortas que podem contribuir para a obstrução dos poros; e reduz a inflamação associada à acne. Sua ação adstringente também ajuda a controlar a oleosidade excessiva.
Como explica a dermatologista Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro, "em dermocosméticos de limpeza, o ácido salicílico tem função adstringente, para remover a oleosidade, e ação esfoliante das camadas mais superficiais, além de ajudar a diminuir as bactérias do rosto, evitando a acne".
Qual a ligação do ácido salicílico com o LHA?
O LHA (lipo-hidroxiácido) é um derivado lipofílico do ácido salicílico. Isso significa que, ao contrário do ácido salicílico, que é solúvel em água, o LHA é solúvel em óleos e gorduras. Essa característica o torna mais compatível com a pele, permitindo uma penetração mais suave e reduzindo a irritação que o ácido salicílico pode causar em algumas pessoas.
A dermatologista Flávia Addor, de São Paulo, destaca que "esse tipo de substância é dissolvida em gorduras e óleos e, por isso, é mais compatível com a pele. Além disso, possui ação queratolítica, que ajuda a impedir a formação de cravos, sem provocar a irritação, que, muitas vezes, o ácido salicílico promove”. Apesar da diferença na solubilidade, ambos compartilham propriedades queratolíticas e anti-inflamatórias, atuando no combate à acne e oleosidade.
Benefícios do ácido salicílico para a pele
Antes de listarmos os benefícios, é importante ressaltar que o ácido salicílico é um aliado poderoso no combate à acne e oleosidade. Sua ação multifacetada proporciona resultados significativos para uma pele mais saudável e equilibrada.
- Controle da oleosidade: Remove o excesso de sebo, deixando a pele com aspecto mais sequinho.
- Combate à acne: Desobstrui os poros, previne a formação de cravos e espinhas, e reduz a inflamação.
- Esfoliação suave: Remove células mortas, promovendo uma renovação celular superficial.
- Ação anti-inflamatória: Diminui a vermelhidão e inchaço associados à acne.
Benefícios do LHA para a pele
O LHA, por sua vez, oferece uma abordagem mais suave, mas igualmente eficaz, para o tratamento da pele oleosa e acneica. Sua fórmula lipofílica garante uma ação gentil, sem comprometer os resultados.
- Ação queratolítica suave: Remove células mortas sem causar irritação excessiva, ideal para peles sensíveis.
- Controle da oleosidade: Remove o excesso de sebo, reduzindo o brilho da pele.
- Prevenção de cravos e espinhas: Desobstrui os poros, prevenindo a formação de comedões.
- Efeito antienvelhecimento: A renovação celular promovida pelo LHA contribui para uma pele mais lisa e com aparência mais jovem.
- Maior compatibilidade com a pele: Sua solubilidade em óleos o torna mais suave que o ácido salicílico.
Para quem o LHA é indicado?
O LHA é indicado para diversos tipos de pele, especialmente as oleosas e acneicas. Por ser mais suave que o ácido salicílico, também é uma boa opção para peles sensíveis que não toleram bem o ácido salicílico. Além disso, pode ser benéfico para peles com sinais de envelhecimento, devido à sua ação renovadora celular. A Dra. Flávia Addor reforça que "Como é uma substância mais suave, pode ser usado por todos os tipos de pele, porém, as oleosas terão mais benefícios”.
Quando escolher o ácido salicílico e o LHA para sua pele?
A escolha entre o ácido salicílico e o LHA depende da sua pele e tolerância individual. Para uma orientação personalizada, consulte um dermatologista.
A escolha entre ácido salicílico e LHA depende do tipo de pele e da tolerância individual a cada ativo. Peles mais resistentes e com acne mais severa podem se beneficiar do ácido salicílico, enquanto peles sensíveis ou com maior propensão a irritação podem responder melhor ao LHA. Em alguns casos, a combinação de ambos pode ser eficaz, potencializando os resultados.

Como introduzir o LHA na rotina de skincare?
Inicie o uso do LHA gradualmente, começando com aplicações menos frequentes (1 a 2 vezes por semana) e aumentando a frequência conforme a pele se adapta. Observe atentamente a reação da pele e ajuste a frequência conforme necessário. É fundamental usar protetor solar diariamente, pois o LHA aumenta a sensibilidade da pele ao sol.
Cuidados com a pele durante o uso do ácido salicílico e do LHA
Para garantir a saúde e beleza da sua pele, siga estas recomendações durante o uso de ácido salicílico e LHA.
- Protetor solar: O uso diário de protetor solar de amplo espectro (UVA e UVB) é essencial, pois esses ativos aumentam a sensibilidade da pele ao sol.
- Hidratação: Mantenha a pele hidratada, pois esses ativos podem causar ressecamento.
- Observação da pele: Monitore a reação da pele e ajuste a frequência de uso conforme necessário. Caso ocorra irritação excessiva, suspenda o uso e consulte um dermatologista.
- Uso gradual: Introduza os ativos gradualmente na rotina para evitar irritação.
Como introduzir os ativos na sua rotina de cuidados com a pele
Para incorporar o ácido salicílico e/ou LHA na sua rotina de skincare, siga estas etapas para obter os melhores resultados.
Construindo sua Rotina de Skincare:
Uma rotina eficaz de skincare geralmente inclui limpeza, tratamento (sérum), e proteção solar. A ordem é crucial para maximizar a absorção dos produtos e evitar irritações.
Comece com uma limpeza suave, mas eficaz, para remover impurezas e preparar a pele para os próximos passos. Para peles oleosas e acneicas, o Blemish + Age Cleansing Gel da SkinCeuticals é uma excelente opção. Sua fórmula com LHA e outros ácidos proporciona uma esfoliação suave, desobstruindo os poros e controlando a oleosidade sem ressecar a pele. Experimente a limpeza com este gel uma ou duas vezes por semana, observando a reação da sua pele.
Após a limpeza, aplique um sérum para tratar suas preocupações específicas. Se o foco é o controle de oleosidade e acne, o Effaclar Sérum Ultra Concentrado da La Roche-Posay é uma excelente escolha, com uma combinação de ácidos que auxilia na renovação celular e redução de imperfeições.
Para quem busca também o tratamento de manchas, o Mela B3 Sérum da La Roche-Posay é uma opção poderosa, combinando ativos que reduzem manchas e previnem o seu reaparecimento. Inicie com aplicações menos frequentes e aumente gradualmente.
O uso diário de protetor solar é fundamental, especialmente quando se utilizam ativos como o LHA e o ácido salicílico, que aumentam a sensibilidade da pele ao sol. Escolha um protetor solar de amplo espectro, como o Anthelios Age Correct da La Roche-Posay , que oferece proteção UVA e UVB e ainda auxilia na prevenção do envelhecimento.
Frequência de Uso:
Comece usando os produtos uma ou duas vezes por semana, observando a reação da sua pele. Aumente gradualmente a frequência conforme a sua pele se adapta. Lembre-se de sempre usar protetor solar durante o dia.
Possíveis efeitos colaterais e como evitá-los
Embora raros, alguns efeitos colaterais podem ocorrer. Saiba como minimizá-los e quando procurar ajuda profissional.
Efeitos colaterais como vermelhidão, descamação e irritação podem ocorrer, especialmente no início do tratamento. Para minimizá-los, inicie o uso gradualmente, use protetor solar e mantenha a pele hidratada. Caso os efeitos colaterais sejam intensos ou persistentes, suspenda o uso e consulte um dermatologista.
Perguntas frequentes o LHA, derivado do ácido salícilico
Esta seção responde às perguntas mais frequentes sobre o LHA, esclarecendo dúvidas comuns e ajudando você a entender melhor este ativo.
Abaixo, você encontrará respostas para algumas das perguntas mais frequentes sobre o LHA, um derivado do ácido salicílico que tem conquistado espaço na rotina de cuidados com a pele de muitas pessoas.
Qual a diferença entre o ácido salicílico e o LHA?
A principal diferença reside na solubilidade: o ácido salicílico é solúvel em água, enquanto o LHA é solúvel em óleo. Isso faz com que o LHA seja mais suave e menos irritante para a pele. Embora ambos possuam propriedades queratolíticas e anti-inflamatórias, o LHA geralmente é melhor tolerado por peles sensíveis.
Posso usar ácido salicílico e LHA juntos?
Sim, a combinação de ácido salicílico e LHA pode ser eficaz, potencializando os benefícios de ambos os ativos. No entanto, inicie o uso gradualmente para evitar irritação.
Para ter um melhor resultado no tratamento da oleosidade, aposte em um produto composto por esses dois ativos. “Essa associação é muito útil porque que o ácido salicílico ajuda a afinar a pele e ainda permite a melhor atuação do LHA”, garantiu a Dra. Gabriella, ressaltando que ambos promovem a renovação da camada superficial da pele, mas atuam de formas diferentes, sendo mais efetivos.
Com que frequência devo usar produtos com LHA?
A frequência ideal varia de acordo com o tipo de pele e a tolerância individual. Comece com 1 a 2 vezes por semana e aumente gradualmente conforme a pele se adapta. Observe atentamente a reação da pele e ajuste a frequência conforme necessário. Lembre-se sempre de usar protetor solar.
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*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicada em: 06 de Novembro de 2017
Modificada em: 09 de Dezembro de 2024

palavra do dermatologista
DRA. GABRIELLA ALBUQUERQUE
CRM: 52.71503-4
A Dra. Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro, é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Ao longo de sua carreira, a Dra. Gabriella tem capítulos de livros publicados, artigos em revistas dermatológicas e ministra aulas em diversos congressos, cursos e workshops para outros dermatologistas.palavra do dermatologista
DRA. GABRIELLA ALBUQUERQUE
CRM: 52.71503-4
A Dra. Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro, é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Ao longo de sua carreira, a Dra. Gabriella tem capítulos de livros publicados, artigos em revistas dermatológicas e ministra aulas em diversos congressos, cursos e workshops para outros dermatologistas.
DRA. FLÁVIA ALVIM SANT'ANNA ADDOR
CRM: 66293
Dra. Flávia Addor é dermatologista formada pela Santa Casa de São Paulo, com mestrado no Departamento de Dermatologia da Universidade de São Paulo e extensão universitária na Vrije university (Bruxelas). É membro da Academia Americana de Dermatologia e sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, a médica fez parte do corpo docente da Universidade de Santo Amaro em São Paulo.






