Existem muitas coisas que podem causar sensibilidade na pele. Além de procedimentos estéticos, maquiagem e produtos com substâncias alergênicas, a mudança climática, o frio e banhos quentes e demorados também geram essa condição. Fora esses fatores, muita gente tem dúvida se o uso de ácidos também pode deixar a pele sensível, principalmente o ácido salicílico - muito utilizado no tratamento de espinhas e no controle da oleosidade.
Para entender melhor como funciona essa substância e se ela realmente causa sensibilidade na pele, o Dermaclub esclareceu algumas questões sobre o assunto e ainda indicou os principais cuidados para evitar que a pele fique fragilizada.
Índice
- Ácido salicílico: para que serve esse ativo?
- Quais são as aracterísticas da pele sensível?
- O ácido salicílico pode deixar a pele sensível?
- Quem tem pele sensível pode usar ácido salicílico?
- 3 problemas que o ácido salicílico pode causar na pele sensível
- Ressecamento excessivo da pele
- Irritação e vermelhidão
- Descamação e sensação de repuxamento
- Quais ativos usar em pele sensível ou seca?
- Niacinamida
- Ácido hialurônico
- Ácido lático
- Ácido mandélico
- Ácido azelaico
- Pode usar ácido salicílico na pele com rosácea?
- Dicas para cuidar da pele sensível
Ácido salicílico: para que serve esse ativo?
O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido que possui propriedades esfoliantes e seborreguladoras, ação anti-inflamatória, além de prevenir a contaminação de bactérias e fungos na pele oleosa, acneica e mista.
Uma das maiores funções desse ativo é realizar a renovação cutânea, processo que remove as células mortas da pele e estimula a produção de novas. Esse mecanismo promove o controle da oleosidade e ainda minimiza a formação de espinhas, cravos e a aparência de poros dilatados.
Quais são as características da pele sensível?
A pele sensível caracteriza-se por uma barreira cutânea comprometida, o que a torna mais suscetível a irritações e reações a diversos fatores, como produtos químicos, fragrâncias, mudanças de temperatura e até mesmo o atrito. Os sintomas comuns incluem vermelhidão, coceira, ardor, ressecamento e sensação de repuxamento.
O ácido salicílico pode deixar a pele sensível?
Depende! Se seu uso for além do recomendado ou tiver uma concentração muito alta, o ácido salicílico pode, sim, causar ressecamento e sensibilidade na pele. Mas por que isso acontece?
É bem fácil de explicar: o ativo proporciona uma ação queratolítica - que remove as camadas mais superficiais da pele -, promovendo a renovação celular através de uma esfoliação que ele mesmo realiza na região onde é aplicado - imagina esse processo quando aplicamos a substância em uma concentração bastante elevada e sem a indicação correta?
A boa notícia é que dá para prevenir esse problema e usar o ácido salicílico sem se preocupar com a pele sensível. Basta consultar um dermatologista para pedir a indicação correta do ácido, além de associar o tratamento com o uso de produtos que reparem a barreira cutânea e promovem a retenção de hidratação na pele. Outra solução é aplicar essa substância em dias alternados. Assim, é possível driblar a sensibilidade!
Quem tem pele sensível pode usar ácido salicílico?
Pessoas com pele sensível devem ter cautela ao usar ácido salicílico. Recomenda-se iniciar com concentrações baixas (até 2%) e aplicar o produto em dias alternados, observando atentamente a reação da pele. Se houver irritação, suspenda o uso e consulte um dermatologista.
3 problemas que o ácido salicílico pode causar na pele sensível
A pele sensível, caracterizada por uma barreira cutânea fragilizada, reage mais facilmente a estímulos externos, manifestando vermelhidão, coceira, ardor e ressecamento. O ácido salicílico, um beta-hidroxiácido (BHA) com ação queratolítica, atua renovando a pele através da esfoliação.
Essa ação, embora benéfica para muitos tipos de pele, pode ser agressiva para peles sensíveis, justamente por sua barreira cutânea comprometida. A esfoliação promovida pelo ácido salicílico remove a camada superficial da pele, o que pode intensificar a sensibilidade e desencadear irritações. Portanto, cuidados específicos são essenciais ao utilizar ácido salicílico em peles sensíveis.
A utilização de ácido salicílico em pele sensível, sem os devidos cuidados, pode levar a alguns problemas. É importante observar a reação da pele e, em caso de irritação persistente, suspender o uso e procurar um dermatologista.
Ressecamento excessivo da pele
O ácido salicílico, por sua ação esfoliante, remove não apenas as células mortas, mas também a oleosidade natural da pele, essencial para a manutenção da hidratação e proteção. Em peles sensíveis, cuja barreira cutânea já é comprometida, essa remoção de oleosidade pode ser excessiva, levando ao ressecamento, descamação, e aumento da sensibilidade.
A pele fica mais suscetível à ação de agentes externos, como poluição e variações climáticas, intensificando o desconforto.
Irritação e vermelhidão
A pele sensível, por sua natureza reativa, tende a apresentar inflamação com mais facilidade. O ácido salicílico, ao esfoliar a pele, pode desencadear uma resposta inflamatória, manifestada por vermelhidão, ardor e coceira.
Essa irritação ocorre porque a remoção da camada superficial da pele expõe as camadas inferiores, mais sensíveis e vulneráveis, a agentes irritantes.
Descamação e sensação de repuxamento
O ácido salicílico acelera o processo de renovação celular, estimulando a descamação da pele. Em peles sensíveis, essa descamação pode ser excessiva, gerando uma aparência áspera e descamativa, acompanhada de uma sensação desconfortável de repuxamento.
A sensação de repuxamento ocorre devido à perda de hidratação e elasticidade da pele, que se torna mais fina e fragilizada pela ação esfoliante do ácido salicílico.
Quais ativos usar em pele sensível ou seca?
Peles sensíveis e secas requerem cuidados especiais, com foco na hidratação, proteção e fortalecimento da barreira cutânea. A escolha de ativos adequados é importante para evitar irritações e manter a pele saudável.
Produtos com fragrâncias, álcool e sulfatos devem ser evitados. A rotina de cuidados deve ser minimalista, priorizando a limpeza suave, hidratação intensa e proteção solar diária. É fundamental consultar um dermatologista para um diagnóstico preciso e recomendações personalizadas.
Niacinamida
A niacinamida, também conhecida como vitamina B3, é um ativo multifuncional que oferece diversos benefícios para peles sensíveis e secas. Fortalece a barreira cutânea, reduzindo a perda de água e protegendo contra agressores externos.
Sua ação anti-inflamatória acalma a pele, minimizando vermelhidão e irritação. Controla a produção de sebo, sem ressecar, o que auxilia no equilíbrio da pele. Além disso, a niacinamida melhora o tom da pele, reduzindo manchas e uniformizando a tez.
Ácido hialurônico
O ácido hialurônico é um umectante, ou seja, atrai e retém a umidade da pele. É uma molécula naturalmente presente no organismo, responsável pela hidratação e elasticidade da pele. Em peles sensíveis e secas, o ácido hialurônico repõe a hidratação perdida, suavizando a sensação de repuxamento e aspereza.
Preenche as linhas finas, deixando a pele com aspecto mais viçoso e saudável. Por ser uma substância natural, o ácido hialurônico é bem tolerado por peles sensíveis, raramente causando irritação.
Ácido lático
O ácido lático é um alfa-hidroxiácido (AHA) com propriedades esfoliantes e hidratantes. Comparado ao ácido salicílico, o ácido lático é mais suave, ideal para peles sensíveis.
Promove uma esfoliação delicada, removendo células mortas e impurezas sem agredir a pele. Estimula a renovação celular, melhorando a textura e o tom da pele. Além disso, o ácido lático possui propriedades hidratantes, ajudando a manter a pele macia e hidratada.
Ácido mandélico
Derivado das amêndoas, o ácido mandélico é outro AHA suave e eficaz para peles sensíveis. Sua estrutura molecular maior faz com que sua penetração na pele seja mais lenta, reduzindo o potencial de irritação.
Promove uma esfoliação suave, uniformizando o tom da pele e reduzindo manchas. O ácido mandélico também estimula a produção de colágeno, melhorando a firmeza e elasticidade da pele.
Ácido azelaico
O ácido azelaico é um ativo com propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e antioxidantes. É eficaz no tratamento da acne, rosácea e hiperpigmentação em peles sensíveis.
Reduz a inflamação e vermelhidão, acalmando a pele irritada. Controla a proliferação bacteriana, prevenindo o surgimento de novas lesões de acne. Além disso, o ácido azelaico inibe a produção de melanina, reduzindo manchas escuras e uniformizando o tom da pele.
Pode usar ácido salicílico na pele com rosácea?
A rosácea é uma condição inflamatória crônica da pele, caracterizada por vermelhidão, vasos sanguíneos dilatados e, em alguns casos, pápulas e pústulas. O uso de ácido salicílico em peles com rosácea requer cautela e deve ser avaliado por um dermatologista. A ação esfoliante do ácido salicílico pode irritar a pele sensível, agravando os sintomas da rosácea, como vermelhidão, ardor e inflamação. Em alguns casos, o dermatologista pode recomendar o uso de ácido salicílico em concentrações muito baixas e com formulações específicas, sempre com acompanhamento profissional.
Dicas para cuidar da pele sensível

A pele sensível necessita de cuidados específicos para manter sua saúde e integridade. A escolha de produtos adequados, com formulações suaves e sem ingredientes irritantes, é fundamental. Priorize produtos não comedogênicos, que não obstruem os poros, e hipoalergênicos, formulados para minimizar o risco de reações alérgicas. A seguir, uma rotina de skincare para pele sensível com produtos recomendados e um passo a passo para te guiar:
Rotina de skincare para pele sensível:
- Limpeza: Limpe o rosto pela manhã e à noite com o Effaclar Alta Tolerância da La Roche Posay. Aplique o produto com movimentos suaves e circulares, enxaguando com água fria ou morna.
- Hidratação: Aplique o Phyto Corrective da SkinCeuticals, no rosto e pescoço, pela manhã e à noite, após a limpeza. Massageie suavemente até completa absorção.
- Proteção solar: Aplique o Anthelios KA+ MED FPS 99 da La Roche Posay, pela manhã, como último passo da rotina de skincare. Reaplique a cada duas horas ou após exposição à água.
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*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicado em: 06 de Setembro de 2019
Modificado em: 06 de Dezembro de 2024.




