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Mulher observando se tem melasma no rosto

Tipos de melasma: entenda as variações e como identificá-las

Saiba mais sobre melasma epidérmico, dérmico, misto e outros no Dermaclub.
06 mai 2018

Manchas escuras no rosto podem ser sinal de melasma, um distúrbio de pigmentação que afeta muitas pessoas, especialmente mulheres.

Existem diferentes tipos de melasma, e entender suas características é fundamental para um tratamento eficaz. Neste artigo, com a colaboração do dermatologista Dr. Gilvan Alves, desvendamos os tipos de melasma, suas causas e as melhores abordagens para cuidar da sua pele.

O que é melasma?

Melasma se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, como rosto (testa, bochechas, nariz, queixo e lábio superior), pescoço, braços e colo. Essas manchas são causadas por um aumento na produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Imagine a melanina como uma tinta que colore nossa pele; no melasma, algumas áreas da pele produzem essa "tinta" em excesso.

Quais são os tipos de melasma?

Ainda que a causa exata do melasma seja desconhecida, sabemos que envolve um aumento na atividade dos melanócitos, as células produtoras de melanina na epiderme. Como explica o dermatologista, "ocorre um aumento da atividade dos melanócitos, levando a um acréscimo no depósito de melanina nos queratinócitos, as células que formam a epiderme".

É essa produção excessiva de melanina que causa as manchas escuras características do melasma, que podem ser classificadas em diferentes tipos, de acordo com a profundidade do pigmento na pele:

Melasma epidérmico

No melasma epidérmico, o excesso de melanina concentra-se na epiderme, a camada mais superficial da pele, responsável por proteger nosso corpo de agressões externas. Por estar na superfície, esse tipo de melasma geralmente responde bem aos tratamentos.

Tipos de melasma

Melasma dérmico

Diferente do epidérmico, o melasma dérmico atinge a derme, camada mais profunda da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme (tecido subcutâneo). Atingindo essa camada, as manchas tornam-se mais resistentes aos tratamentos, exigindo abordagens mais intensivas.

Melasma misto

O melasma misto combina características dos tipos epidérmico e dérmico, com a melanina depositada tanto na epiderme quanto na derme. Essa combinação pode tornar o tratamento mais complexo, exigindo uma estratégia que aborde ambas as camadas da pele.

Melasma mandibular

O melasma mandibular caracteriza-se por manchas escuras que aparecem especificamente ao longo da linha da mandíbula, no contorno do rosto. Embora possa estar associado a outros tipos de melasma, sua localização específica pode indicar a influência de fatores hormonais ou inflamatórios.

Melasma masculino

Embora mais comum em mulheres, o melasma também pode afetar homens. O melasma masculino apresenta as mesmas características dos outros tipos, com manchas escuras em áreas expostas ao sol. No entanto, em homens, a causa pode estar mais relacionada à exposição solar excessiva do que a flutuações hormonais.

Como identificar o tipo de melasma?

A identificação do tipo de melasma é feita por um dermatologista, que pode utilizar uma lâmpada especial chamada lâmpada de Wood. Essa lâmpada emite uma luz negra, também conhecida como luz ultravioleta (UV), que ajuda a visualizar a melanina na pele e determinar a profundidade das manchas. Essa avaliação é fundamental para definir a melhor estratégia de tratamento.

Dermatologista usando lâmpada de Wood para examinar a pele

Tratamentos personalizados para cada tipo de melasma

O tratamento do melasma é personalizado para cada tipo e indivíduo, considerando a profundidade das manchas e as características da pele. Como controlar fatores hormonais pode ser complexo, a principal estratégia para proteger a pele das manchas escuras do melasma é a proteção solar rigorosa. O uso diário de filtro solar com cor e com FPS 30, no mínimo, e barreiras físicas, como chapéus e óculos de sol, é fundamental.

Embora o melasma seja mais comum em mulheres, homens também podem ser afetados. O Dr. Gilvan alerta: "O problema também pode surgir em homens, principalmente morenos, já que a cor da pele é um fator importante no desenvolvimento das manchas. Peles negra e amarela também são mais propensas a desenvolver o distúrbio".

Além da proteção solar, outros tratamentos podem ser considerados, dependendo do tipo de melasma e da avaliação do dermatologista:

  • Cremes clareadores: Formulações com ingredientes como hidroquinona, ácido retinoico, ácido kójico e vitamina C.
  • Peelings químicos: Esfoliações controladas para remover as camadas superficiais da pele.
  • Lasers: Tratamentos com laser para atingir seletivamente as áreas com excesso de melanina.
  • Microagulhamento: Técnica que estimula a produção de colágeno e a penetração de ativos clareadores.

Como montar uma rotina de skincare para a pele com melasma?

Ao notar manchas escuras na pele que possam indicar melasma, consulte um dermatologista. Ele avaliará seu caso e indicará o melhor tratamento, que pode incluir procedimentos no consultório, como peelings e lasers, combinados com cuidados diários em casa. Como ressalta um especialista, "os cuidados no consultório precisam ser complementados com o uso de produtos clareadores em casa, como ácido retinoico (vitamina A), hidroquinona e vitamina C". Outros ativos importantes incluem niacinamida, LHA e phe-resorcinol.

Rotina de skincare para pele com melasma

Uma rotina de skincare eficaz para pele com melasma, sempre orientada por um dermatologista, deve incluir:

  • Limpeza suave: Use um sabonete facial suave, livre de fragrâncias e ingredientes irritantes.
  • Tratamento específico: Siga à risca as recomendações do dermatologista e use os cremes ou séruns clareadores prescritos.
  • Hidratação: Mantenha a pele hidratada com um hidratante adequado ao seu tipo de pele.
  • Protetor solar com cor: Essencial! Aplique um protetor solar com cor e com FPS 30 ou superior pela manhã e reaplique a cada duas horas, principalmente após exposição ao sol ou suor.
  • Evite esfoliação agressiva: Esfoliações intensas podem irritar a pele e agravar o melasma. Opte por esfoliantes suaves e siga as orientações do seu dermatologista.

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*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 06 de Março de 2018
Modificada em: 18 de Fevereiro de 2025

 

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palavra do dermatologista

DR. GILVAN ALVES
CRM: 7940

Médico há mais de 20 anos, é mestre em Dermatologia pela Universidade de Londres e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e de associações internacionais como a American Academy of Dermatology (EUA), International Academy of Cosmetic Dermatology (EUA) e da Royal Society of Dermatology (Reino Unido).
 
 
 

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Médico há mais de 20 anos, é mestre em Dermatologia pela Universidade de Londres e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e de associações internacionais como a American Academy of Dermatology (EUA), International Academy of Cosmetic Dermatology (EUA) e da Royal Society of Dermatology (Reino Unido).
 
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