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'Queimadura' de água-viva: o que fazer? Saiba como cuidar da pele em caso de contato e envenenamento

A 'queimadura' de água-viva, na verdade, é um envenenamento que pode causar ardência e dor local, por isso, é importante seguir alguns cuidados à risca
A 'queimadura' de água-viva, na verdade, é um envenenamento que pode causar ardência e dor local, por isso, é importante seguir alguns cuidados à risca

Entrevista com Dra. Carolina Reato Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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O verão chegou! E, durante a estação mais quente do ano, é comum que as praias fiquem cheias. Porém, existe um animal marinho que vem preocupando bastante os banhistas e privando muita gente de entrar no mar: as águas-vivas. Estes são seres bem comuns no Brasil que, por coincidência, se reproduzem nessa mesma época. Mas o que mais preocupa é a “queimadura” que ele pode causar à nossa pele. Você sabe o que fazer se for atingido por uma água-viva? O DermaClub conversou com a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo, que explicou os primeiros socorros para esse problema. Veja só!

Como podemos saber se fomos “queimados” por uma água-viva?

De acordo com a médica, o que acontece não é bem uma queimadura - embora o aspecto e sintomas sejam bem similares - mas, sim, um envenenamento. “Esses animais possuem tentáculos com células especializadas, chamadas que cnidoblastos, responsáveis pela defesa contra outros seres marinhos e predadores. Dentro delas, existe uma espécie de ‘arpão’, que, quando ocorre o contato com a pele, acaba liberando o veneno”, explicou. Assim, a pessoa tem uma reação inflamatória com episódios de vermelhidão e ardência intensos.

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Os primeiros cuidados que devemos ter com a pele após o incidente

Assim que ocorre o contato, a Dra. Carolina indica manter a calma e seguir as medidas de primeiros socorros: “O ideal é lavar a região com a água do mar, a fim de remover essas células venenosas da pele. Outro gesto bastante eficaz é limpar a região com vinagre durante 30 segundos, pois a substância inibe a liberação do veneno”, indicou. Feito isso, a ardência vai passar dentro alguns minutos e a marca sumirá com o tempo.

O que não pode ser feito em hipótese alguma é higienizar a região com água doce. “O líquido, por osmose, eleva a liberação desse veneno e agrava o problema, tornando a reação mais intensa”, alertou.

Mito ou verdade: é preciso fazer xixi na lesão?

Muita gente pensa que para extrair o veneno da água-viva, é necessário urinar bem no local lesionado. Mas, a dermatologista desvenda o mito: “É completamente contraindicado”, garantiu. Já a água termal pode ser aplicada após a retirada dessas células venenosas. “O produto ajuda bastante no processo de cicatrização e consegue aliviar dores ou ardência que tenha ficado”. Além disso, dermocosméticos ou pomadas cicatrizantes também podem ser utilizadas após o quadro agudo de envenenamento. Lembre-se que todos os cuidados devem ser feitos de acordo com as recomendações do seu dermatologista.

Para não ser atingido por uma água-viva, evite tomar banho de mar em praias que têm a presença desses animais. Respeite o habitat natural deles e curta o verão sem preocupações!

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 09 de Janeiro de 2018
Modificada em: 22 de Maio de 2019

Dra. Carolina Reato Marçon

Palavra do Dermatologista

Dra. Carolina Reato Marçon

CRM: 113.379

Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia

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