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Câncer de pele e melanoma: dermatologistas explicam os sintomas, tratamentos e como prevenir a doença de pele

Confira a matéria e saiba tudo sobre câncer de pele, seus sintomas e tratamentos
Confira a matéria e saiba tudo sobre câncer de pele, seus sintomas e tratamentos

Redação por Livia Dambrosio

A cada ano que passa, cerca de 180 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de pele de algum tipo, como o melanoma, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Para que esse resultado não cresça ainda mais, é necessário ter muita informação e adotar uma rotina de cuidados preventiva com o uso do filtro solar e antioxidante. Mas, caso a doença de pele seja uma realidade, neste caso, é fundamental um diagnóstico e tratamento precoce para que as chances de cura sejam ainda maiores.

Para ajudar nesta missão, o DermaClub, juntamente com o seu time de dermatologistas e especialistas, esclareceu todas as dúvidas - desde sintomas, tratamento, prevenção, mitos e verdades - sobre câncer da pele. Confira!

1. O que é câncer da pele?

De acordo com o oncologista Fernando Makishi, de Curitiba, a pele é formada por milhares de células e quando uma destas sofre alteração no seu DNA, leva a uma mudança que ocasiona a multiplicação desenfreada das mesmas, o que forma, assim, o câncer. À medida que estas novas células vão se acumulando, formam o tumor.

1.1. Quais são os tipos de câncer da pele?

Segundo o médico, existem três tipos de câncer da pele:

Carcinoma basocelular: esse tipo é o mais frequente no país e atinge as camadas profundas da epiderme. Ele pode aparecer em qualquer área, mas costuma surgir, na maioria das vezes, no rosto, no lóbulo da orelha e no nariz;

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Carcinoma espinocelular: é o segundo mais comum e atinge as células das camadas superiores da epiderme. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, sendo mais comum nos locais expostos com frequência ao sol, como no rosto. Ele também pode deixar sequelas estéticas;

Melanoma: é a forma mais agressiva da doença. Caso não seja diagnosticado em estágio precoce, as chances de surgimento de metástases aumentam progressivamente. Esse tipo ataca todas as faixas etárias e, na maioria dos casos, está associado a uma condição hereditária.

1.2. Quais são os tipos de melanoma?

A dermatologista Tatiana Matos, de Salvador, afirma que há alguns tipos de melanoma.

- O primeiro é uma mancha superficial na pele, que pode apresentar mais de uma cor ou ser assimétrica;

- Outro tipo é o nodular, que possui cor azul-enegrecido, vermelho-azulado ou até não ter cor - ser amelanótico;

- Existe também o lentigo maligno, que surge em idosos com a pele danificada pelo sol e se confunde, muitas vezes, com os sinais do fotoenvelhecimento.

- E, por último, o melanoma acral que aparece em extremidades, principalmente palmas de mãos e plantas de pés, comuns em pessoas de pele negra - uma das formas mais agressivas da doença.

2. O que causa o câncer da pele?

Sem sombra de dúvidas, a causa mais comum de qualquer tipo de câncer da pele é a exposição solar sem proteção, principalmente nos horários de pico. De acordo com a Dra. Tatiana Matos, pessoas que têm a pele clara possuem riscos maiores quando sofrem queimaduras solares. A incidência também é grande em pacientes que têm predisposição genética ao quadro. “Além disso, as câmeras de bronzeamento artificial também podem causar melanoma, sem falar que pacientes com a imunidade comprometida têm uma maior incidência de câncer da pele em geral”, disse.

2.1 O que pode causar câncer da pele?

- Exposição solar;
- Histórico de câncer da pele na família;
- Histórico pessoal, como a existência de tumores antigos na pele;
- Idade - esse câncer é mais comum em adultos;
- Tabagismo;
- Exposição à radiação ionizante - muito encontrada em exames de raios X.

3. Quais são os sintomas do câncer da pele?

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é importante ficar atento a alguns sintomas na pele que podem significar o câncer:

3.1. Lesão na pele

Lesão na pele, como se fosse uma mancha, elevada e brilhante, de cor avermelhada, castanha ou até multicolorida, com crosta no centro e que pode sangrar com facilidade;

3.2. Pinta irregular

Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

3.3. Ferida que não cicatriza

Mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento;

3.4. Nódulos

Quando o câncer está no estágio avançado, você também pode perceber outros sinais, como: nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abdominais e de cabeça.

4. Como prevenir o câncer da pele?

Alguns hábitos são essenciais, como:

- A aplicação e reaplicação de protetores solares - que precisam ter amplo espectro e FPS 30, no mínimo;

- Em casos de exposição demasiada, o uso de barreiras físicas, como chapéus de abas largas, óculos escuros e roupas que cubram boa parte do corpo

- A hidratação - tanto interna quanto externa - também faz parte dessas medidas fotoprotetoras e deve ser feita a todo momento, principalmente em dias mais quentes;

- Evite também os horários de maior insolação: das 10h às 16h.

- Autoexame é a melhor forma de descobrir o câncer da pele precocemente

A dermatologista Paola Costa, do Rio de Janeiro, afirma que “para identificar o primeiro caso, devemos ficar atentos a pequenas feridas na pele que não cicatrizam e lesões tumorais eritematosas com aspecto brilhante na superfície; já o segundo, precisamos ficar de olho em pintas de aspecto suspeito”, explicou a médica.

Para que qualquer pessoa possa identificar uma lesão suspeita, é fundamental usar o método ABCDE - assimetria, borda, cor, diâmetro e evolução da pinta - em todo o corpo, inclusive em regiões plantares, como a palma das mãos e dos pés.

5. Como tratar o câncer da pele?

O oncologista Fernando Makishi conta que o principal tratamento para o câncer de pele ainda é a cirurgia. Mas existem outras formas de tratar, dependendo do estágio em que se encontra a doença: “Quando diagnosticado em fases mais precoces, o quadro pode ser cuidado através de métodos não-cirúrgicos, como a terapia fotodinâmica e o uso de cremes quimioterápicos e imunomoduladores. Já os tratamentos alternativos à cirurgia, como a radioterapia, podem ser indicados em casos específicos. Enquanto em metástases costumam ser prescritas quimioterapia ou radioterapia”, disse.

6. Como tratar o melanoma?

O tratamento para o melanoma, normalmente, é cirúrgico, com a retirada do sinal. “Em algumas situações, se fazem necessários tratamentos adicionais como retirada de linfonodo - que podem ter células neoplásicas -, quimioterapia, terapia biológica ou a radioterapia”, concluiu a Dra. Tatiana Matos.

7. Mitos e verdades sobre o câncer da pele

7.1. A pele negra não corre o risco de ter câncer da pele

Mito! Apesar da probabilidade do surgimento do problema seja menor na pele negra, isso não quer dizer que pacientes com esse fototipo estão imunes à doença. Além das áreas visíveis do corpo, esse problema também pode se manifestar nas palmas das mãos e plantas dos pés, de forma agressiva e com crescimento rápido.

7.2. Câncer da pele pode ser hereditário

Verdade! Apesar da exposição solar ser a principal causa do câncer da pele, o histórico familiar também pode influenciar no surgimento da doença.

7.3. O uso do filtro solar é a única forma de proteção contra o câncer da pele

Mito! Além do filtro solar, existem outros reforços que ajudam a proteger a pele da doença, como o uso de barreiras físicas - chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 09 de Julho de 2018
Modificada em: 10 de Julho de 2018

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