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Pintas: saiba o que são os nevos, como surgem na pele e dicas para avaliar a necessidade de removê-los ou não

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Entrevista com Dra. Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Muitas pessoas têm pintas e sinais espalhados pelo corpo que nem sempre apresentam algum risco, mas é preciso ficar atento. Dentre os principais cuidados, o uso do protetor solar é fundamental. Além disso, se manter alerta ao risco de câncer de pele que algumas dessas manchas apresentam, e saber a forma correta de removê-las é muito importante. A Dra. Lilia Guadanhim falou tudo sobre os cuidados com as pintinhas. Confira!

Descubra o que são as pintas e por que elas surgem na pele do rosto e corpo

Segundo Dra. Lilia, as famosas pintas são cientificamente chamadas de nevos melanocíticos. Além delas, as verrugas e sinais também recebem a mesma nomenclatura. “As características principais são manchas ou pequenas elevações na pele, e a coloração pode variar de castanho clara a preto”, explicou.

A maioria dos nevos surge devido a exposição solar e possuem formato regular. Podem se manisfetar em qualquer idade, desde a infância até a fase adulta. Alguns casos merecem atenção redobrada, e a dermatologista Lilia Guadanhim listou quando o paciente precisa tomar cuidado com as pintas. Pessoas com:

- Pele, olhos e cabelos claros;
- Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele - em especial melanoma;
- Mais de 100 nevos espalhados pelo corpo;
- Sardas;
- Sensibilidade ao sol, incapacidade de se bronzear, queimaduras solares frequentes;

Esses pacientes devem ficar especialmente atentos ao risco de câncer de pele.

Dra. Lilia Guadanhim explica quais são as ameaças das pintas para a saúde

De acordo com a médica, as pintas podem ser marcadores de risco para o melanoma. “Este é um tipo de câncer agressivo, muito comum em pessoas de pele clara, histórico de exposição solar crônica ou queimaduras solares”, pontuou, alertando ser extremamente importante que um médico especializado examine os nevos para um diagnóstico preciso.

A Dra. Lilia não recomenda a retirada preventiva desses sinais, mas ainda assim é preciso ficar atento. “O indicado é que o paciente faça o autoexame mensalmente, além da avaliação completa anual de um médico dermatologista”, reforçou. Pintas novas, que cresceram, coçam, sangram ou doem devem ser avaliadas. Além disso, a regra do ABCDE é um ótimo guia dos sinais de alerta:

- A de assimetria: não é redonda ou oval, ou ainda que possua contornos e coloração mal distribuídos em torno do centro;
- B de bordas: irregulares e difusas;
- C de cor: diversas cores como vermelho, marrom, branco, entre outras na mesma região;
- D de diâmetro: quando for maior que 5mm;
- E de evolução: muda rapidamente de tamanho, forma, espessura ou cor.

Estes são alguns dos sinais básicos para se consultar, mas apenas o dermatologista pode avaliar a sua pinta.

Saiba como é possível proteger as pintas e os tratamentos para removê-las

Para Lilia o principal cuidado é a proteção solar adequada. “O uso do protetor deve ser diário, além disso, o recomendado é evitar a exposição entre 10 horas da manhã e quatro da tarde. Usar chapéus, bonés e óculos de sol são bons aliados”, indicou. Na praia ou na piscina, o ideal é se proteger sob barracas feitas de algodão ou lona, pois oferecem uma barreira mais eficaz da radiação ultravioleta.

A maioria dos nevos não exige tratamento. Para realizar a remoção, são considerados o desejo do paciente, pintas que sofrem constante irritação, em áreas de difícil acompanhamento ou, principalmente, quando há um sinal de alerta detectado pelo dermatologista. “O procedimento realizado é a exérese, uma pequena cirurgia com a retirada completa da pinta. O material deve ser sempre enviado para análise histopatológica”, ressaltou a médica.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 11 de Setembro de 2015
Modificada em: 23 de Maio de 2019

Dra. Lilia Guadanhim

Palavra do Dermatologista

Dra. Lilia Guadanhim

CRM: 133850

Formação em Medicina, Residência Médica em Dermatologia e Especialização em Cosmiatria pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da International Dermoscopy Society. Tem especializações em Cosmiatria - Toxina Botulínica e Preenchimento na França e Dermatoscopia - Oncologia Cutânea na Itália. É médica colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.

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